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Japão adia prazo para obras antiterror em usinas nucleares

Mudança na regra permite que reatores como o de Onagawa continuem operando após dezembro

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Tóquio, Japão, 2 de abril de 2026, NHK – O órgão regulador nuclear do Japão decidiu, de forma efetiva, estender o prazo para a construção de instalações antiterroristas nas usinas nucleares do país. A Autoridade de Regulação Nuclear exige que essas estruturas de segurança sejam implementadas em todos os reatores operacionais. Anteriormente, o limite para a conclusão dessas obras era de cinco anos após a aprovação do plano de construção ou modificação das plantas, uma etapa essencial para o reagendamento da atividade de qualquer reator.

Caso uma concessionária de energia não conseguisse cumprir o cronograma estabelecido, ficava impedida de operar a usina até que a instalação antiterrorista estivesse finalizada. No entanto, diante da dificuldade de diversas centrais nucleares em atingir essas metas no tempo previsto, a autoridade vinha conduzindo discussões para revisar as exigências e evitar interrupções no fornecimento de energia nacional.

“A revisão dos prazos busca equilibrar a exigência de segurança máxima com a necessidade de manter a estabilidade da matriz energética japonesa.”

Em uma reunião ordinária realizada nesta quarta-feira (1), a autoridade aprovou uma proposta de alteração que redefine o marco temporal. O novo rascunho sugere que o prazo de cinco anos conte a partir do início da operação comercial do reator, e não mais do momento da aprovação do projeto. A expectativa é que os procedimentos necessários para a revisão formal da regra sejam concluídos e entrem em vigor por volta do verão japonês.

Entre as instalações beneficiadas pela mudança está a Usina Nuclear de Onagawa, da Tohoku Electric Power Company, localizada na província de Miyagi. O reator número 2 da unidade estava com suspensão programada para dezembro deste ano por não atingir o prazo anterior. Com a nova diretriz, é provável que a planta receba autorização para continuar gerando energia sem interrupções.

“A continuidade das operações em Onagawa é vista como um alívio para a rede elétrica da região norte, que dependia da conformidade regulatória para evitar cortes.”

A decisão reflete um pragmatismo regulatório em um momento de pressão sobre os custos de energia e logística. Embora as exigências de segurança permaneçam rigorosas, o novo cronograma oferece o fôlego necessário para que as operadoras finalizem as complexas infraestruturas de proteção contra ataques externos sem comprometer a disponibilidade imediata de eletricidade para a população.

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