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Israel planeja zona de segurança no sul do Líbano

Ministro da Defesa anuncia demolição de casas e controle militar até o Rio Litani

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Jerusalém, Israel, 1 de abril de 2026, The Jerusalem Post – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou nesta terça-feira (31) que as forças militares do país estabelecerão uma zona de segurança no lado libanês da fronteira assim que os confrontos com o grupo xiita Hezbollah forem encerrados. De acordo com o plano divulgado em vídeo, esta zona se estenderá até o Rio Litani, localizado a cerca de 30 quilômetros da fronteira atual, e permanecerá sob o controle de segurança rigoroso das forças israelenses.

A medida inclui restrições severas à população local. Katz afirmou que aproximadamente 600 mil pessoas que fugiram do sul do Líbano em direção ao norte estarão proibidas de retornar às suas casas até que a segurança dos residentes israelenses na região de fronteira seja plenamente restabelecida. O ministro comparou a estratégia a operações realizadas em Gaza, declarando que as residências no lado libanês da fronteira serão demolidas para garantir a eficácia da zona de controle.

“A zona de segurança visa garantir que nenhuma ameaça direta permaneça próxima às comunidades israelenses, mantendo o controle militar até as margens do Rio Litani.”

O balanço humano do conflito continua a subir. Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano, 1.247 pessoas morreram até segunda-feira (30) em decorrência dos combates entre Israel e o Hezbollah. A situação também atingiu forças internacionais de paz; três mantenedores da paz da ONU (capacetes azuis) destacados para a região de fronteira foram mortos em um intervalo de apenas dois dias. A Indonésia, país de origem das vítimas, emitiu uma condenação enfática contra os ataques às tropas das Nações Unidas.

A comunidade internacional observa com preocupação a expansão das operações e a retórica de destruição de infraestruturas civis. A proposta de uma zona de ocupação ou controle permanente em solo libanês levanta questões sobre o cumprimento do direito internacional e o futuro da soberania do país vizinho, enquanto as hostilidades não dão sinais de arrefecimento imediato.

“A proibição do retorno de centenas de milhares de civis e a demolição planejada de casas sinalizam uma mudança drástica na configuração territorial da fronteira.”

Até o fechamento desta edição, o governo libanês e o Hezbollah não haviam emitido uma resposta formal ao anúncio de Katz, enquanto os bombardeios cruzados continuam a marcar a rotina na região da Linha Azul.

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