Teerã, Irã, 2 de abril de 2026, IRNA – Um porta-voz do comando central das forças armadas do Irã declarou que “esta guerra continuará” até que os Estados Unidos e Israel enfrentem o que descreveu como uma “humilhação permanente, definitiva, arrependimento e rendição”. O comunicado do Quartel-General Central de Hazrat Khatam al-Anbiya foi divulgado nesta quinta-feira (2), em resposta direta ao recente pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a situação do conflito em território iraniano.
A liderança militar iraniana contestou duramente as afirmações de Trump de que a marinha do país teria sido eliminada e que sua força aérea estaria em ruínas. O porta-voz também refutou a alegação de que a capacidade de lançamento de mísseis e drones teria sido drasticamente reduzida. Segundo a nota oficial, as informações de inteligência dos Estados Unidos sobre o poderio e os equipamentos militares iranianos são incompletas e subestimam o real cenário defensivo do país.
“Vocês não sabem nada sobre as nossas capacidades estratégicas e muito extensas. Sua inteligência sobre nosso poder militar é falha e limitada.”
O porta-voz acrescentou que as produções militares estratégicas do Irã ocorrem em locais que os Estados Unidos e Israel não possuem conhecimento e que jamais conseguirão alcançar. O governo de Teerã enfatizou que as forças ocidentais devem esperar por ações ainda “mais esmagadoras, extensas e devastadoras” por parte das defesas iranianas em um futuro próximo.
As declarações elevam o tom da retórica de resistência do regime, contrastando com as projeções de vitória iminente apresentadas por Washington. O comando iraniano sinaliza que, longe de um cessar-fogo, o país se prepara para uma guerra de desgaste, utilizando capacidades subterrâneas ou ocultas que, segundo eles, permaneceram intactas apesar dos milhares de ataques relatados pelo Pentágono.
“A guerra não terminará por decreto estrangeiro; ela seguirá até que o inimigo reconheça sua própria derrota e se renda.”
O clima de tensão na região permanece em nível máximo, com a comunidade internacional acompanhando de perto a possibilidade de uma nova onda de retaliações que possam atingir infraestruturas críticas fora das zonas de combate diretas.
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