7 C
Kóka
quarta-feira, 1 abril, 2026 3:42: am
spot_img
Inicio Arte e Cultura Fleming e a penicilina: O acaso de que derrotou a morte

Fleming e a penicilina: O acaso de que derrotou a morte

Como o acaso e a observação de um fungo deram origem à penicilina em 1928

0

Konan, Shiga, Japão, 1 de abril de 2026 – Elisabete Panssonatto Breternitz (*) – Alexander Fleming nasceu em 1881, na Escócia, e tornou-se um dos nomes mais importantes da medicina moderna.

Formado em medicina pela Universidade de Londres, iniciou sua carreira como microbiologista no Hospital St. Mary’s, onde passou a estudar substâncias capazes de combater bactérias sem prejudicar o corpo humano.

Durante a Primeira Guerra Mundial, atuou como médico nas frentes de batalha e foi profundamente impactado pela morte de soldados por infecções graves. Essa experiência o motivou a buscar soluções mais eficazes contra microrganismos.

Nos anos 1920, Fleming realizou duas descobertas importantes. A primeira foi a lisozima, uma substância natural com ação antibacteriana.

A segunda, e mais revolucionária, ocorreu em 1928, quando observou por acaso que um fungo havia contaminado uma cultura de bactérias e impedido seu crescimento. Esse fungo, chamado Penicillium notatum, deu origem à penicilina, o primeiro antibiótico da história.

Apesar da importância da descoberta, Fleming enfrentou dificuldades para transformá-la em medicamento.

Somente anos depois, cientistas como Howard Florey e Ernst Boris Chain conseguiram purificar e produzir a penicilina em larga escala, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial.

O impacto foi enorme: doenças antes fatais passaram a ter tratamento, salvando milhões de vidas e inaugurando a chamada “era dos antibióticos”. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prêmio Nobel de Medicina.

Fleming morreu em 1955, reconhecido como um herói. Sua descoberta transformou profundamente a medicina e mostrou como a observação atenta e a curiosidade podem mudar o rumo da história.

(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.