Kiev, Oblast de Kiev, Ucrânia, 1 de abril, Ukrinform – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que alguns países aliados sinalizaram que o governo de Kiev deve reduzir os ataques direcionados a instalações de petróleo russas. Essas manifestações surgem em um momento de extrema sensibilidade econômica global, com os preços do petróleo disparando em virtude do agravamento do conflito no Irã. A estratégia ucraniana de atingir a infraestrutura energética da Rússia visa, primordialmente, asfixiar a receita de Moscou utilizada para financiar o esforço de guerra.
Recentemente, o Serviço de Segurança da Ucrânia informou que, no domingo (29), drones realizaram ataques contra terminais de exportação de óleo em um porto no Mar Báltico, na região de Leningrado. O governador da província confirmou em redes sociais que as instalações portuárias sofreram danos nesta terça-feira (31). Zelenskyy declarou a jornalistas na segunda-feira (30) que tais ações são respostas diretas às ofensivas russas e enfatizou que a Ucrânia interromperá os ataques caso a Rússia pare de alvejar a rede energética ucraniana.
“A Ucrânia está respondendo às agressões. Se houver a interrupção dos ataques russos à nossa infraestrutura, cessaremos nossa resposta de forma recíproca.”
Embora o presidente ucraniano não tenha especificado quais nações enviaram tais sinais, fontes próximas à situação indicam que autoridades dos Estados Unidos teriam transmitido essa mensagem aos seus homólogos em Kiev. A preocupação de Washington e de outras capitais ocidentais reside no impacto que a interrupção do fornecimento russo pode causar na inflação global e na estabilidade dos mercados, já fragilizados pela situação no Oriente Médio.
Estimativas recentes apontam que as investidas ucranianas contra a infraestrutura de óleo no Mar Negro e em outras localidades já reduziram a capacidade de exportação russa em pelo menos 40%. Esse dado demonstra a eficácia tática de Kiev em atingir o coração financeiro do Kremlin, mas também explica o nervosismo dos mercados internacionais diante da redução da oferta de combustível.
“A redução de 40% na capacidade de exportação russa é um marco militar importante, mas gera um efeito cascata nos preços globais que preocupa os principais aliados da Ucrânia.”
Até o momento, o governo ucraniano mantém a postura de defesa ativa, enquanto aguarda garantias de que suas próprias usinas e redes de transmissão não serão mais alvo de bombardeios. O equilíbrio entre a necessidade militar de debilitar o inimigo e a pressão diplomática dos aliados para estabilizar a economia mundial define o novo e complexo estágio da diplomacia de guerra em Kiev.
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