Washington D.C., Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 2 de abril de 2026, Associated Press (AP) – Os militares dos Estados Unidos informaram que atingiram mais de 12.300 alvos iranianos desde o início das operações conjuntas com Israel. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) divulgou uma folha de dados sobre as ações militares nesta quarta-feira (1), detalhando a extensão dos ataques realizados contra infraestruturas estratégicas do regime de Teerã.
Segundo o comando, entre os alvos atacados estão os quartéis-generais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), além de instalações de fabricação de drones e mísseis balísticos. Adicionalmente, as forças norte-americanas afirmaram ter danificado ou destruído mais de 155 embarcações navais iranianas, em um esforço para neutralizar a capacidade de projeção de poder marítimo do país no Golfo Pérsico.
“As operações sistemáticas contra alvos logísticos e navais visam garantir que a infraestrutura de agressão do regime seja permanentemente degradada.”
No mesmo dia, a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, rebateu as informações com um comunicado oficial do IRGC. O texto informa ao povo iraniano que a situação no Estreito de Ormuz está “decisiva e firmemente sob o controle da Marinha da Guarda Revolucionária”. O comunicado acrescenta que a passagem não será reaberta aos inimigos do Irã, classificando os discursos do presidente dos Estados Unidos como “exibições ridículas”.
Ainda nesta quarta-feira (1), o presidente Donald Trump dirigiu-se à nação para tratar da crise. Ele convocou os países que recebem petróleo através do Estreito de Ormuz a assumirem a responsabilidade pela passagem, sugerindo que essas nações devem liderar a proteção do combustível do qual dependem desesperadamente. Trump afirmou ainda que, assim que o conflito for encerrado, o estreito se abrirá de forma natural.
“A expectativa é que a segurança da navegação se restabeleça organicamente após a neutralização das ameaças imediatas na região.”
A retórica de desafio de Teerã, contrastada com os números de destruição apresentados pelo Pentágono, eleva a tensão sobre o futuro imediato do fluxo de energia global e a estabilidade das rotas comerciais no Oriente Médio.
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