Paris, Ilha de França, França, 2 de abril de 2026, Agence France-Presse (AFP) – O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, previu que a escassez na oferta global de petróleo, decorrente do conflito no Irã, deverá dobrar no mês de abril em comparação ao mês anterior. Em declarações feitas em um podcast transmitido nesta quarta-feira (1), Birol destacou que o cenário atual é muito mais crítico do que o observado nas semanas iniciais da crise.
Segundo o diretor, durante o mês de março (31), o mercado global ainda contou com entregas de cargas de petróleo e gás que já haviam deixado os portos antes do início das operações militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. No entanto, para o mês de abril, não há mais esse estoque em trânsito, o que resultará em uma queda drástica na oferta disponível. Estima-se que as perdas de petróleo, assim como as de gás natural liquefeito (GNL), sejam duas vezes maiores neste novo período.
“Em março, o mundo ainda recebeu o que estava no mar. Em abril, não há nada vindo, e as perdas de suprimento serão sentidas com o dobro da intensidade.”
A AIE alertou que essas perdas serão sentidas diretamente através do aumento da inflação, o que deve reduzir o crescimento econômico global, atingindo de forma mais agressiva os países emergentes e em desenvolvimento. A pressão sobre os preços dos combustíveis e da energia ameaça desestabilizar economias que já enfrentavam desafios de recuperação e crescimento.
Birol enfatizou que o problema mais imediato e grave é a escassez de combustível de aviação e diesel. Esse fenômeno já é visível em diversos mercados da Ásia, mas a previsão é que a falta desses produtos se espalhe para a Europa ainda este mês ou no início de maio. A interrupção nas cadeias de suprimento de destilados pode comprometer setores vitais como transporte de cargas e aviação comercial internacional.
“A falta de diesel e combustível de jato é o maior problema atual. O que vemos na Ásia agora chegará à Europa com força total nas próximas semanas.”
O cenário descrito pela agência reforça a urgência de medidas de contingência por parte dos governos para mitigar os impactos sociais e econômicos da crise energética, enquanto a estabilidade no Golfo Pérsico permanece incerta.
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