Tóquio, Japão, 4 de abril de 2026, NHK – O agravamento da situação no Oriente Médio está impulsionando os preços dos combustíveis no Japão, forçando grandes companhias energéticas a suspender temporariamente a aceitação de novos contratos de eletricidade para clientes corporativos. A instabilidade gerada pelo conflito no Irã encareceu drasticamente o Gás Natural Liquefeito (GNL), essencial para a geração de energia no arquipélago.
A Tokyo Gas interrompeu a aceitação de novos contratos para o fornecimento de eletricidade a fábricas e instalações comerciais desde o dia 6 de março. A empresa destacou que os custos das matérias-primas usadas na geração de energia dispararam em decorrência direta das hostilidades na região do Golfo. A medida foi adotada para que a companhia possa avaliar a evolução da crise antes de assumir novos compromissos de longo prazo.
“Implementamos esta medida para monitorar como a situação no Irã se desenvolve; ainda não há uma previsão para a retomada de novos contratos corporativos.”
No mesmo caminho, a Eneos Holdings, principal atacadista de petróleo do país, também suspendeu a aceitação de novos contratos desde o dia 18 de março, citando sua estratégia de vendas diante do cenário de incertezas. Por outro lado, ambas as empresas confirmaram que o fornecimento para clientes residenciais segue operando normalmente, com a aceitação de novos contratos domésticos ainda ativa.
Enquanto isso, uma empresa do grupo Tokyo Electric Power Company Holdings (TEPCO) informou que mantém a aceitação de novos contratos corporativos. Contudo, a companhia ressaltou que está respondendo à situação de forma cautelosa, examinando rigorosamente a sua capacidade real de fornecimento de eletricidade antes de fechar novos acordos comerciais.
“O mercado corporativo enfrenta um gargalo logístico e financeiro, onde a disponibilidade de energia agora depende da flutuação diária dos preços do GNL.”
A suspensão reflete a vulnerabilidade do setor industrial japonês a choques externos de energia. Com o prolongamento do conflito, o setor produtivo teme que a falta de opções de fornecimento resulte em aumentos de custos repassados ao consumidor final ou até mesmo em reduções na capacidade de produção fabril nos próximos meses.
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