Teerã, Irã, 4 de abril de 2026, IRNA – Quase cinco semanas após o início das operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidas por retaliações de Teerã, as instalações de petróleo e gás natural nas nações do Golfo e no território iraniano apresentam danos severos. O levantamento das infraestruturas afetadas desde o começo do conflito, em 28 de fevereiro, indica um cenário de paralisia e destruição que ameaça o suprimento energético mundial.
Até esta sexta-feira (3), pelo menos 26 grandes instalações foram reportadas como atingidas ou com operações suspensas. Muitas unidades reduziram drasticamente a produção devido à impossibilidade de escoamento, consequência direta do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. Entre os alvos, destacam-se a refinaria de Sitra, no Bahrein, e a de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos — uma das maiores do mundo —, ambas alvos de ataques atribuídos ao Irã devido aos laços estreitos desses países com Washington.
“A infraestrutura de energia, que deveria ser o pilar da estabilidade regional, tornou-se o principal alvo tático, gerando um efeito dominó de escassez global.”
Mesmo Omã, considerado estrategicamente menos vulnerável por sua localização fora do Golfo, não foi poupado. Tanques de combustível e outras instalações no Porto de Salalah, no sul do país, foram atacados em 11 e 28 de março. Enquanto isso, no Irã, a infraestrutura petrolífera em Teerã e arredores foi consumida por chamas em ataques atribuídos a Israel. No dia 18 de março, um complexo ligado a South Pars, o maior campo de gás do Irã, foi bombardeado. Especialistas apontam que o objetivo seria atingir a fonte essencial para o fornecimento de energia estável do país, visando inflamar a ansiedade da população local.
Estimativas da consultoria norueguesa Rystad Energy, divulgadas no final de março, indicam que os custos de reparo e restauração da infraestrutura energética já atingiram a marca de, pelo menos, 25 bilhões de dólares. A magnitude da destruição sugere que, mesmo com um cessar-fogo imediato, a normalização do mercado de combustíveis levará anos para ser concretizada.
“O custo de reconstrução de 25 bilhões de dólares é apenas a ponta do iceberg diante das perdas produtivas que paralisam a economia regional.”
O impacto severo nas refinarias e campos de extração continua a pressionar os preços internacionais, enquanto as nações envolvidas tentam proteger o que resta de suas capacidades produtivas em meio ao fogo cruzado que redesenha o mapa energético do Oriente Médio.
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