Pequim, China, 1 de abril de 2026, Xinhua – Os ministros das Relações Exteriores da China e do Paquistão apresentaram uma iniciativa de cinco pontos direcionada às partes envolvidas no conflito no Irã. O anúncio ocorreu após conversas realizadas em Pequim, nesta terça-feira (31), entre o chinês Wang Yi e o paquistanês Ishaq Dar. O Paquistão tem desempenhado um papel fundamental como mediador entre os Estados Unidos e o governo iraniano na tentativa de conter a escalada de violência na região.
Wang Yi afirmou que Pequim está disposta a unir esforços com o Paquistão para encerrar as hostilidades o mais rápido possível, criando janelas de oportunidade para o diálogo e para o restabelecimento da paz. Por sua vez, Ishaq Dar reforçou o compromisso paquistanês em fortalecer a coordenação com a China para pressionar todos os envolvidos a iniciarem negociações formais e restaurarem a estabilidade regional. O encontro presencial ocorreu após um diálogo por telefone realizado na última sexta-feira (27).
“A iniciativa de cinco pontos exige a cessação imediata das hostilidades e a proteção rigorosa de alvos não militares, incluindo a infraestrutura energética vital.”
O plano detalhado pelos ministros foca na interrupção imediata dos ataques a civis e na garantia da segurança das rotas de navegação, com ênfase especial no Estreito de Ormuz. Além disso, a proposta defende a primazia da Carta das Nações Unidas como base para qualquer resolução de conflito. A China parece estar buscando um papel cada vez mais ativo no Oriente Médio, utilizando sua parceria estratégica com o Paquistão para mediar crises que afetam o fornecimento global de energia.
A cooperação entre as duas nações asiáticas surge em um momento em que a pressão internacional por um cessar-fogo atinge seu ápice. A proposta de paz visa não apenas silenciar as armas, mas assegurar que as vias marítimas essenciais para o comércio mundial permaneçam abertas e seguras para o tráfego internacional.
“A restauração da paz regional depende da comunicação direta entre as partes e do respeito absoluto às normas internacionais de proteção civil.”
Com este movimento diplomático, Pequim e Islamabad posicionam-se como arquitetos de uma possível saída negociada para a crise iraniana, aguardando agora a resposta oficial das potências envolvidas e das partes em conflito direto.
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