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Alta dos combustíveis paralisa metade da frota pesqueira tailandesa

Preços do petróleo dobram e forçam suspensão de atividades em grandes portos do país

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Bangcoc, Tailândia, 1 de abril de 2026, Bangkok Post – A disparada nos preços do petróleo bruto está desferindo um golpe severo na indústria pesqueira da Tailândia, resultando na paralisação de mais da metade das embarcações de pesca do país. O aumento nos custos operacionais tornou a atividade inviável para milhares de trabalhadores e empresas, que agora se veem forçados a suspender as operações por tempo indeterminado.

Em um dos portos de pesca mais produtivos do país, localizado na província de Samut Sakhon, o cenário é de estagnação. Desde fevereiro (2), os preços dos combustíveis mais do que dobraram, levando muitos negócios a operarem com prejuízo. Atualmente, mais de 100 dos 300 barcos de pesca registrados naquela região permanecem ancorados, sem previsão de retorno ao mar.

“Os preços atuais dos combustíveis são os mais altos que já vi em toda a minha vida. No momento, não conseguimos enxergar um fim para esta crise que assola o setor.”

Diante do colapso iminente, o governo tailandês está correndo contra o tempo para implementar medidas de emergência. Uma das ações em curso é o fornecimento de um combustível misto, que inclui 20% de óleo de palma, oferecido aos pescadores a um preço reduzido. A iniciativa busca aliviar os custos de produção e garantir que o abastecimento de pescado no mercado interno não seja totalmente comprometido.

A crise na pesca tailandesa reflete a instabilidade global nos mercados de energia, exacerbada por conflitos internacionais. Especialistas do setor alertam que, caso os preços não estabilizem nos próximos meses, a paralisação poderá afetar toda a cadeia logística de alimentos, impactando os preços para o consumidor final e a economia de exportação do país.

“Estamos tentando mitigar os danos com alternativas de biodiesel, mas a escala da alta do petróleo bruto exige intervenções fiscais mais robustas para evitar o fechamento definitivo de pequenas empresas.”

A situação em Samut Sakhon nesta terça-feira (31) é acompanhada de perto por associações de classe, que aguardam novos subsídios governamentais para retomar as atividades nas zonas econômicas exclusivas da Tailândia.

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