Teerã, Teerã, Irã. 2 de março de 2026. IRNA – O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz registrou uma queda drástica de 70% nas últimas horas, após os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. Localizado na costa sul do Irã, o estreito é considerado a rota de transporte de energia mais vital do planeta, sendo o ponto de passagem de aproximadamente 20% de todo o suprimento global de petróleo.
Relatos da mídia local indicam que a hidrovia está praticamente fechada, com a passagem da maioria das embarcações — incluindo petroleiros de grande porte — totalmente interrompida. A paralisação ocorre em um momento de extrema tensão, após a confirmação de que a infraestrutura militar e de defesa em diversas províncias iranianas foi alvo de bombardeios na madrugada de sábado (28).
“Se o bloqueio se tornar prolongado, os preços da gasolina, do diesel e do querosene subirão inevitavelmente. Isso pode transbordar para as contas de eletricidade e gás, além de elevar os custos na agricultura e pesca.”
Especialistas econômicos alertam que, embora países com grandes reservas, como o Japão — que importa mais de 90% de seu petróleo bruto do Oriente Médio —, possam conter o impacto por um curto período, uma interrupção duradoura será catastrófica para os preços ao consumidor. Atualmente, o barril de petróleo bruto está na faixa de 67 dólares, mas projeções indicam que o valor pode saltar mais de 20 dólares em questão de dias caso a segurança na navegação não seja restabelecida.
“O Estreito de Ormuz é o gargalo da economia mundial. Sua obstrução mexe diretamente com o preço dos alimentos frescos devido ao encarecimento do frete e da produção.”
A interrupção do fluxo em Ormuz coloca a cadeia de suprimentos global em alerta máximo. Com as principais companhias de navegação desviando suas frotas para evitar a zona de conflito, os custos de seguro e tempo de transporte devem sofrer reajustes imediatos. A comunidade internacional monitora a situação com apreensão, temendo que o fechamento da rota se torne uma arma de retaliação permanente no atual cenário de guerra.
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