Kiev, Ucrânia, 30 de março de 2026, Agence France-Presse (AFP) – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que seu país está concluindo pactos de defesa com nações do Golfo para ajudá-las a lidar com ataques de drones iranianos. O líder expressou a esperança de que essas nações forneçam, em contrapartida, apoio financeiro vital a Kiev. Zelenskyy falou com jornalistas no sábado (28), após encerrar sua turnê pelo Oriente Médio, destacando que a Ucrânia e o Catar assinaram um acordo de 10 anos para cooperação no setor de defesa.
O presidente também revelou que a Ucrânia assinará um acordo semelhante com os Emirados Árabes Unidos nos próximos dias. Na sexta-feira (27), o governo ucraniano já havia anunciado a assinatura de um compromisso de defesa com a Arábia Saudita. Nos últimos quatro anos, durante o conflito contra Moscou, Kiev desenvolveu uma vasta expertise no combate a ataques realizados com drones de fabricação iraniana, enviando agora especialistas em interceptação de mísseis para países do Golfo que têm sofrido danos substanciais por tecnologias similares.
“Precisamos de fundos para investir na Ucrânia, de modo que possamos produzir as ferramentas e armas que nos faltam no campo de batalha.”
A movimentação diplomática ocorre em um momento de crescente preocupação com a escassez de recursos financeiros na Ucrânia, que pode enfrentar um déficit severo antes do final do primeiro semestre deste ano. Embora a União Europeia tenha decidido fornecer um empréstimo de aproximadamente 90 bilhões de euros (cerca de 104 bilhões de dólares), a Hungria, mantendo uma postura pró-Rússia, opõe-se à medida e está bloqueando o desembolso dos valores.
Acredita-se que o principal objetivo da viagem de Zelenskyy ao Oriente Médio tenha sido quebrar esse impasse financeiro, diversificando suas fontes de investimento militar e econômico. Ao exportar inteligência militar para o Golfo, a Ucrânia tenta transformar sua experiência de guerra em um ativo diplomático capaz de sustentar sua própria produção de armamentos e estabilidade fiscal diante dos obstáculos impostos por membros dissidentes do bloco europeu.
“Os pactos são vistos como um componente essencial da assistência militar mútua, onde Kiev oferece tecnologia de ponta em troca da liquidez necessária para sua defesa.”
Com o fechamento desses novos acordos, a Ucrânia espera não apenas garantir a sobrevivência de suas operações de defesa, mas também fortalecer laços com potências energéticas globais que buscam proteger suas infraestruturas críticas contra ameaças aéreas não tripuladas.
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