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Trump sinaliza ações contra Cuba após operações no Irã

Presidente dos EUA afirma que intervenção na ilha é "questão de tempo" e intensifica pressão econômica sobre Havana

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 6 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que seu governo poderá tomar medidas drásticas em relação a Cuba assim que as operações militares em curso no Irã forem concluídas. Durante um evento na Casa Branca realizado na quinta-feira (5), Trump afirmou categoricamente que os Estados Unidos pretendem finalizar as missões no Oriente Médio primeiro, mas ressaltou que é apenas uma “questão de tempo” até que muitas pessoas retornem à ilha caribenha.

Segundo o presidente, o governo cubano estaria desesperado para “fechar um acordo” com Washington. Em declarações anteriores, Trump já havia levantado a polêmica possibilidade de uma “tomada amigável” (friendly takeover) do país vizinho. Atualmente, a administração republicana tem intensificado o cerco a Havana por meio do corte de suprimentos de petróleo e do endurecimento de sanções econômicas.

“Queremos terminar o que começamos no Irã primeiro. Depois disso, Cuba estará no topo da nossa agenda. Eles querem um acordo desesperadamente e nós sabemos disso.”

A estratégia de ações militares diretas contra nações consideradas hostis tornou-se uma marca da atual gestão Trump. No início de janeiro (2026), o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado em uma operação militar norte-americana, o que resultou na interrupção imediata do fornecimento de petróleo da Venezuela para Cuba, agravando a crise energética na ilha.

Paralelamente, os EUA mantêm ataques coordenados com Israel contra o Irã, operação que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, na semana passada.

Analistas internacionais observam com cautela as declarações do republicano, que parecem traçar um novo mapa de intervenções no Hemisfério Ocidental. O isolamento de Cuba, agora privado de seus principais aliados regionais e energéticos, coloca o governo de Havana em uma posição de vulnerabilidade sem precedentes perante as exigências de Washington.

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