Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 21 de março de 2026. Associated Press (AP) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou formalmente que as forças israelenses evitem novos ataques contra a infraestrutura de energia iraniana. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (19), após Israel ter realizado uma operação independente visando uma instalação ligada a South Pars, um dos maiores campos de gás do mundo, localizado ao sul do Irã.
Trump confirmou a intervenção diplomática durante uma coletiva na Casa Branca, ao lado da primeira-ministra japonesa, Takaichi Sanae. O presidente americano afirmou ter sido direto com o aliado ao dizer “não faça isso”, referindo-se aos bombardeios contra alvos energéticos, e assegurou que Netanyahu acatará o pedido. Embora tenha destacado a coordenação estreita entre as duas nações, Trump admitiu que, em certas ocasiões, Israel toma iniciativas próprias, mas reforçou que ações com as quais ele objeta não devem mais ocorrer.
“Eu disse a ele ‘não faça isso’, e ele não fará mais. Quando eu apresento uma objeção, nós não fazemos mais isso.”
A escalada de tensão gerou respostas imediatas de Teerã, que tem retaliado com ataques a infraestruturas de energia em Israel e em estados do Golfo. Na quinta-feira (19), a mídia israelense reportou que uma refinaria de petróleo em Haifa foi atingida por estilhaços de um míssil interceptor durante uma pesada barragem de projéteis iranianos. O incidente aumentou a preocupação global sobre o impacto do conflito nos preços internacionais dos combustíveis.
Apesar da pressão americana por contenção, o Irã não demonstra sinais de recuo em suas ofensivas. No Pentágono, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, evitou estabelecer um prazo para o fim das operações militares atuais, afirmando que a missão permanece “dentro do cronograma” e que a decisão final sobre a conclusão dos combates caberá exclusivamente ao presidente Trump.
O ataque israelense ao campo de South Pars foi realizado de forma independente, sem coordenação prévia com Washington.
Nesta sexta-feira (21), os mercados globais operam sob cautela, monitorando se o pedido de Trump resultará em uma desescalada real nos campos de petróleo e gás. A diplomacia internacional teme que a destruição de ativos energéticos transforme a crise regional em um colapso econômico mundial. Enquanto isso, o governo israelense avalia seus próximos passos militares, equilibrando a necessidade de segurança nacional com as exigências de seu principal aliado na Casa Branca.
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