Washington, D.C., Estados Unidos. 4 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha do país está preparada para proteger navios petroleiros que navegam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia. Em uma publicação em suas redes sociais nesta terça-feira (3), o mandatário afirmou que, se necessário, as escoltas militares começarão o mais rápido possível para garantir o fluxo livre de energia para o mundo.
A medida surge em resposta direta ao aumento das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, que tem gerado instabilidade no fornecimento global de gás natural e petróleo bruto. Com o intercâmbio de disparos entre as duas nações, a preocupação com a segurança das rotas de navegação no Golfo Pérsico fez com que os preços dos contratos futuros de energia disparassem nos mercados internacionais.
“Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível para assegurar o fluxo livre de energia para o mundo”, declarou Trump.
Além da intervenção militar, Trump ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos forneça seguros de risco para todas as embarcações que transitam pela região. Segundo o presidente, o serviço será oferecido a um “preço muito razoável”, em uma tentativa de conter a escalada de custos operacionais das transportadoras e acalmar os mercados.
O presidente também sinalizou que novas ações serão tomadas em breve e previu que, assim que o conflito terminar, os preços da energia cairão para níveis possivelmente inferiores aos registrados antes da crise.
A sinalização de escolta armada ocorre no momento em que a comunidade internacional observa com cautela a capacidade de retaliação iraniana no estreito. Ao garantir a segurança das cargas e reduzir o fardo financeiro do seguro de navegação, a administração Trump tenta evitar um choque de oferta que poderia levar a economia global a uma recessão. Na terça-feira (3), o presidente reforçou sua crença de que a alta atual é temporária e será revertida drasticamente após a neutralização das ameaças.
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