Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 8 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação militar conjunta entre EUA e Israel no Irã está indo “muito bem”. No entanto, o conflito não apresenta sinais de redução, com o Irã mantendo ataques contra bases militares americanas e outras instalações em nações do Golfo. No sábado (7), Trump descreveu os resultados como “incríveis”, destacando que as forças aliadas conseguiram neutralizar 42 navios da frota naval iraniana.
Paralelamente, os militares de Israel anunciaram a realização de ataques aéreos contra o Aeroporto de Mehrabad, na capital iraniana, Teerã. Segundo o comando israelense, a ação resultou na destruição de 16 aeronaves pertencentes à Força Quds, unidade do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) responsável por operações especiais fora do território iraniano.
“O custo humano da escalada segue alarmante: a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano informou que 1.332 civis foram mortos desde o início das hostilidades, incluindo 192 estudantes e educadores.”
A mídia estatal iraniana, citando o Ministério da Educação, relatou no sábado (7) que os ataques danificaram ou destruíram 66 escolas, além de causarem a morte de dez profissionais de saúde. Em discurso televisionado também no sábado (7), o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o país lutará até o fim contra os EUA e Israel, embora tenha pedido desculpas às nações vizinhas, garantindo que Teerã não as atacará desde que não haja intenção de atingir o Irã.
Apesar das declarações diplomáticas, o Irã prossegue com ofensivas em nações do Golfo, visando postos militares americanos. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos confirmou no sábado (7) que seu sistema de defesa aérea respondeu a ameaças de mísseis e drones. Em Dubai, autoridades reportaram uma morte após destroços de uma interceptação atingirem um veículo e um edifício.
No Bahrein, o Ministério do Interior culpou o Irã por ataques que incendiaram casas em Manama. O IRGC anunciou um ataque a uma base dos EUA na capital baremita em retaliação a uma ofensiva contra uma usina de dessalinização no Estreito de Ormuz.
A escalada de violência atinge infraestruturas vitais e áreas residenciais, elevando a tensão em um dos corredores mais estratégicos do mundo. Enquanto Washington celebra avanços táticos, a comunidade internacional observa com preocupação a expansão dos alvos para além das fronteiras iranianas e o impacto direto sobre as populações civis da região.
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