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Trump descarta participação de curdos em operação no Irã

Presidente dos EUA afirma que deseja evitar complexidade na guerra e interpreta pedido de desculpas de Teerã como rendição

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 9 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que descartou a inclusão de milícias curdas na operação militar em curso contra o Irã. Segundo o republicano, o objetivo da decisão é evitar que o conflito se torne “ainda mais complexo do que já é”. Em conversa com jornalistas no sábado (7), Trump demonstrou otimismo quanto ao desempenho das tropas americanas, declarando que os Estados Unidos estão “vencendo a guerra por muito”.

Ao comentar sobre possíveis ataques ao Irã por parte de grupos militantes curdos baseados no Iraque, Trump reforçou a relação de proximidade, mas impôs limites claros à atuação desses aliados no atual cenário. A postura atual do presidente marca uma mudança em relação às suas próprias declarações dadas em entrevista por telefone na quinta-feira (5), quando havia manifestado apoio total a ataques de militantes curdos.

“Somos muito amigáveis com os curdos, como vocês sabem. Mas eu disse a eles que não quero que entrem agora. Não queremos tornar esta guerra mais complexa”, afirmou o presidente.

Analistas sugerem que o recuo de Trump visa conter a expansão do teatro de operações para evitar um prolongamento indesejado do conflito. O presidente também comentou sobre a sucessão do Líder Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto em uma ação americana, afirmando que o desejo de Washington é que o país escolha um líder que não conduza a nação novamente para uma guerra.

Sobre o recente pedido de desculpas do presidente iraniano Masoud Pezeshkian aos países vizinhos atingidos por mísseis de Teerã, Trump foi incisivo: “Isso é uma grande perda. É uma rendição ali mesmo”.

Para o líder americano, o fato de o Irã se desculpar e garantir que não disparará mais contra as nações vizinhas configura, na prática, uma capitulação perante esses estados e perante os Estados Unidos. Enquanto a diplomacia de Teerã tenta mitigar danos com os vizinhos do Golfo, a Casa Branca mantém a pressão máxima, interpretando os movimentos iranianos como sinais de fraqueza estrutural e isolamento militar.

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