Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 20 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o país não enviará soldados adicionais para participar da operação militar contra o Irã. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19) durante uma reunião estratégica com a primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, na capital americana. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de um aumento no contingente militar, o mandatário foi enfático ao afirmar que não pretende colocar tropas em lugar nenhum no momento.
Apesar da postura de contenção em relação ao efetivo terrestre, as operações navais e aéreas seguem em ritmo intenso. O Chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, informou em entrevista coletiva que as forças norte-americanas mantêm como alvo principal as instalações de armazenamento de minas e depósitos de munição naval. Segundo o oficial, as ações já resultaram na neutralização de mais de 120 embarcações e 44 navios lançadores de minas pertencentes às forças iranianas.
“Não estou colocando tropas em lugar nenhum”, afirmou Trump ao ser questionado sobre a expansão do envolvimento terrestre dos EUA.
Enquanto os combates avançam, os impactos colaterais atingem infraestruturas críticas na região. Em Israel, estilhaços de um interceptor atingiram uma refinaria de petróleo na cidade de Haifa, ao norte do país, durante uma barragem de mísseis iranianos nesta quinta-feira (19). O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, minimizou o ocorrido, assegurando que não houve danos significativos à produção de combustíveis.
Entretanto, a situação no Catar apresenta um cenário mais grave. O CEO da estatal QatarEnergy, Saad al-Kaabi, revelou que os ataques iranianos recentes comprometeram severamente a capacidade logística do país. De acordo com o executivo, cerca de 17% da capacidade de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Catar foi paralisada, e a estimativa é de que os reparos necessários para a plena retomada levem de três a cinco anos.
A interrupção de 17% nas exportações de GNL do Catar representa um golpe severo no mercado global de energia a longo prazo.
Nesta sexta-feira (20), o mercado internacional de energia permanece em alerta com as declarações vindas de Washington e Doha. A decisão de Trump de não expandir a presença de tropas terrestres pode ser interpretada como uma tentativa de evitar uma guerra de ocupação, focando em ataques cirúrgicos contra alvos militares. Contudo, a destruição parcial das instalações de GNL catarianas levanta dúvidas sobre a estabilidade dos preços da energia nos próximos meses, à medida que a extensão dos danos físicos se torna mais clara para os investidores globais.
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