Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 17 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direto a diversas nações para que colaborem na segurança do Estreito de Ormuz. O líder norte-americano deseja que a OTAN, o Japão, a China e outros países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros. Durante um evento na Casa Branca nesta segunda-feira (16), Trump afirmou que alguns países estão “muito entusiasmados” com a ideia, enquanto outros demonstram resistência.
Trump enfatizou que o “nível de entusiasmo importa” e encorajou fortemente as nações que dependem economicamente do petróleo daquela região a enviarem suas frotas. O presidente destacou a disparidade na dependência energética entre os Estados Unidos e seus parceiros globais para justificar a necessidade de uma coalizão internacional.
“Nós recebemos menos de 1% do nosso petróleo do estreito, enquanto outros recebem muito mais. O Japão recebe 95%, a China 90%, e os europeus uma parte considerável. Queremos que eles venham nos ajudar”, declarou Trump.
A pressão estende-se especialmente à OTAN. No último final de semana, o presidente alertou que a falta de resposta da aliança poderia ser “muito ruim” para o futuro da organização. Em contrapartida, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Reino Unido não será arrastado para uma “guerra mais ampla” no Irã, embora pretenda trabalhar em um “plano viável” para reabrir a via marítima.
A Alemanha já descartou qualquer participação. Um porta-voz do governo em Berlim afirmou nesta segunda-feira (16) que o país não participará de forma alguma, alegando que o conflito ‘não tem nada a ver’ com a OTAN.
No Japão, a primeira-ministra Takaichi Sanae informou que nada foi decidido ainda, mas que discussões sérias ocorrem sobre o que o país pode fazer de forma independente e legal. Enquanto a China mantém silêncio sobre o envio de embarcações, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em coletiva nesta segunda-feira (16) que o “estreito está aberto”, exceto para aqueles que praticaram “agressões injustas” e para os “inimigos” do Irã.
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