Washington, D.C., Estados Unidos. 9 de março de 2026. Associated Press (AP) – A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está analisando a possibilidade de enviar tropas terrestres ao Irã com o objetivo estratégico de assegurar o estoque de urânio altamente enriquecido do país. A medida, discutida em círculos fechados da Casa Branca e com aliados republicanos, desenha a visão do governo para um cenário pós-conflito em território iraniano.
Embora o foco atual das operações militares tenha sido o bombardeio aéreo e a neutralização de alvos estratégicos, discussões recentes entre autoridades americanas e israelenses apontam para o uso de forças especiais. O envio ocorreria em uma fase posterior da guerra, visando garantir que o material nuclear não caia em mãos indevidas ou seja utilizado para a fabricação de armamentos de destruição em massa.
“No momento, estamos apenas dizimando-os. Não falamos sobre o envio agora, mas talvez o façamos mais tarde”, afirmou o presidente Donald Trump no sábado (7) ao ser questionado sobre a mobilização terrestre.
O governo dos EUA sustenta que um dos pilares da operação militar em curso é cortar definitivamente qualquer caminho que o Irã possua para a obtenção de armas nucleares. Especialistas em segurança internacional indicam que o desembarque de soldados em solo iraniano só deverá ocorrer quando houver confiança de que as forças armadas locais não representam mais uma ameaça significativa à integridade das tropas envolvidas na incursão.
Relatórios indicam que o planejamento para o envio de forças especiais é uma resposta à necessidade de controle físico sobre as instalações nucleares, algo que ataques aéreos nem sempre conseguem garantir de forma absoluta.
Nesta segunda-feira (9), o clima em Washington permanece de vigilância, enquanto a retórica de Trump sinaliza que todas as opções continuam sobre a mesa. A possibilidade de uma invasão terrestre, ainda que limitada a unidades de elite para missões específicas, marca uma nova e perigosa fase na escalada das tensões no Oriente Médio, elevando o estado de alerta global para as consequências humanitárias e políticas de uma ocupação física.
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