Washington, D.C., Estados Unidos. 3 de março de 2026. Associated Press (AP) – Os Estados Unidos e Israel intensificaram suas operações militares contra o Irã após a morte do principal líder do país no último fim de semana. O presidente Donald Trump sugeriu a realização de uma ofensiva ainda maior, afirmando em entrevista à CNN que uma “grande onda” está vindo em breve. Segundo o republicano, a ação visa garantir que o “patrocinador número um do terrorismo no mundo” jamais obtenha uma arma nuclear.
Nesta segunda-feira (2), Trump justificou os bombardeios como a “última melhor chance de atacar”, revelando que, embora a projeção inicial da operação fosse de quatro a cinco semanas, os EUA possuem capacidade para estendê-la conforme necessário. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de seis militares americanos e informou que mais de 1.250 alvos foram atingidos no Irã apenas nas primeiras 48 horas, com centenas de missões lançadas por terra e mar.
“Estamos garantindo que eles nunca tenham uma arma nuclear. Eu disse isso desde o início e eles nunca a terão”, declarou Trump, reforçando sua postura de linha dura.
Em outra frente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram na segunda-feira (2) a morte do chefe de inteligência do Hezbollah. Os militares israelenses continuam atacando o grupo no Líbano, atingindo mais de 70 locais, incluindo depósitos de armas. Autoridades libanesas informaram que, até a noite de segunda-feira (2), os ataques resultaram em 52 mortos e 154 feridos no país. Simultaneamente, o Crescente Vermelho Iraniano relatou que mais de 500 pessoas morreram em cerca de 130 cidades atingidas.
A Sociedade Americana de Direito Internacional expressou profunda preocupação, afirmando que a administração Trump demonstrou “desprezo pelo direito internacional” e violou a Carta da ONU ao realizar ataques preventivos sem evidências de ameaça iminente ou consulta ao Congresso.
Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou ter atacado 60 alvos estratégicos e 500 postos militares dos EUA e de Israel, lançando centenas de mísseis e drones. O chefe de segurança iraniano, Ali Larijani, postou que o país não negociará com Washington. Enquanto isso, um conselho de liderança provisório discute a sucessão do Aiatolá Ali Khamenei, com nomes como Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i e Alireza Arafi sendo cotados para o cargo.
Trump também utilizou suas redes sociais na segunda-feira (2) para atacar os ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden, criticando o acordo nuclear de 2015. Ele classificou a negociação como a “transação mais perigosa” já feita e afirmou que o Irã teria armas nucleares há três anos se ele não tivesse encerrado o pacto em 2018. As declarações surgem em meio a temores de que o conflito se transforme em uma guerra regional prolongada.
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