Londres, Reino Unido, 31 de março de Março, Reuters – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou abertamente seu interesse nas reservas energéticas iranianas, afirmando que gostaria de “tomar o petróleo no Irã”. Em entrevista concedida no domingo (29), o líder norte-americano comparou o cenário atual com a situação da Venezuela, onde os Estados Unidos realizaram uma operação militar em janeiro, reforçando uma linha dura de política externa focada em recursos estratégicos.
Durante a conversa, Trump foi enfático ao declarar que seu maior interesse na região é o controle dos recursos petrolíferos, chegando a rotular os opositores internos dessa ideia como “pessoas estúpidas”. O governo norte-americano tem intensificado a pressão sobre Teerã, ordenando o envio de forças adicionais para a área sob o Comando Central dos EUA. Observadores internacionais alertam que a Ilha Kharg, no Golfo Pérsico, principal centro de exportação de óleo do Irã, pode ser o próximo alvo de uma incursão.
“Para ser honesto com você, minha coisa favorita é tomar o petróleo no Irã. Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções. Não acho que eles tenham qualquer defesa; poderíamos tomá-la muito facilmente.”
Apesar da retórica agressiva sobre a ocupação de ativos econômicos, Trump descreveu as negociações em curso com os líderes iranianos como “muito profissionais” e afirmou que os diálogos estão progredindo de forma satisfatória. Ele mencionou, inclusive, que o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, teria autorizado a passagem de algumas embarcações pelo Estreito de Ormuz, o que foi interpretado por Washington como um gesto tático.
A possibilidade de uma ação direta contra a Ilha Kharg elevaria drasticamente o preço do barril de petróleo no mercado internacional, que já opera com alta volatilidade. Especialistas em segurança apontam que uma investida desse porte poderia paralisar a economia iraniana, mas também traria riscos de represálias em outras rotas comerciais vitais para os aliados ocidentais.
“As negociações estão indo muito bem. Eles são muito profissionais, mas nossas opções militares permanecem sobre a mesa como um recurso imediato para garantir a segurança energética global.”
A Casa Branca não forneceu detalhes técnicos sobre como seria realizada a gestão desse petróleo em caso de ocupação, mas o tom de Trump sugere uma mudança na narrativa de intervenção, focando menos em questões ideológicas e mais no controle direto de ativos. O mundo agora observa se as palavras do presidente se traduzirão em ordens operacionais para as forças especiais que acabaram de chegar ao teatro de operações.
- Parlamentares dos EUA apoiam orçamento de defesa de Taiwan - 31 de março de 2026 6:29 am
- Suprema Corte do Japão nega recurso de agressor de Kishida - 31 de março de 2026 6:11 am
- Dieta do Japão aprova orçamento provisório para fiscal 2026 - 31 de março de 2026 6:04 am






















