Washington, D.C., Estados Unidos. 10 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou nesta segunda-feira (9) os resultados da operação militar conjunta com Israel em território iraniano, garantindo que o Estreito de Hormuz permanecerá seguro para o comércio global. Durante uma coletiva de imprensa, o líder americano afirmou que as forças aliadas estão dando passos largos para concluir seus objetivos estratégicos, sugerindo que a missão está próxima da finalização.
De acordo com o balanço apresentado, em apenas dez dias de operação iniciada em fevereiro (28), as forças dos EUA atingiram mais de 5.000 alvos e afundaram mais de 50 embarcações da marinha iraniana. Trump alegou ainda que 90% dos lançadores de mísseis do Irã foram eliminados e que os ataques com drones por parte de Teerã sofreram uma redução superior a 80%.
“Estamos alcançando grandes avanços. Alguns poderiam dizer que o objetivo está praticamente concluído”, declarou o presidente Donald Trump durante o pronunciamento.
Apesar do tom de vitória, a tensão permanece alta. Através de suas redes sociais, o presidente alertou que, caso o Irã tome qualquer medida para interromper o fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz, o país será atingido pelos Estados Unidos com uma força “20 vezes maior” do que a aplicada até o momento. Como medida de alívio econômico, Trump sugeriu a suspensão temporária de sanções relacionadas ao petróleo bruto para alguns países parceiros.
Em contrapartida, oficiais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmaram nesta terça-feira (10) que não permitirão a exportação de “sequer um litro de petróleo” da região para os adversários e seus aliados.
Enquanto o embate retórico e militar escala, os custos humanos e estruturais começam a ser contabilizados. Relatórios humanitários indicam que, desde segunda-feira (9), mais de 13.000 residências, escolas e instalações civis foram danificadas pelos ataques aéreos iniciados no final de fevereiro (28). O cenário na região permanece volátil, com a comunidade internacional acompanhando de perto os riscos de um desabastecimento energético global e o agravamento da crise humanitária no Irã.
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