Palm Beach, Flórida, Estados Unidos. 2 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em um pronunciamento em vídeo neste domingo (1) que as operações militares conjuntas com Israel contra o Irã não serão interrompidas até que todas as metas estabelecidas sejam alcançadas. A declaração ocorre no momento em que o conflito ganha dimensões regionais, com a confirmação da morte de um quarto militar americano pelo Comando Central dos EUA e o início de retaliações coordenadas por grupos aliados a Teerã.
Durante o discurso de seis minutos publicado em suas redes sociais, Trump adotou um tom de convocação direta ao povo iraniano e às forças de segurança locais. O presidente instou o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) e a polícia militar a deporem as armas, incentivando os cidadãos a “retomarem seu país” em um momento que classificou como histórico para a liberdade.
“As operações de combate continuam neste momento com força total e prosseguirão até que todos os nossos objetivos sejam atingidos. Temos objetivos muito fortes”, declarou Trump.
A escalada militar, intensificada após a morte do líder supremo Ali Khamenei, já provoca reflexos em países vizinhos. Na segunda-feira (2), explosões foram ouvidas em diversas áreas de Teerã. Em resposta, o Hezbollah, sediado no Líbano, lançou um ataque massivo com mísseis e drones contra uma base israelense perto de Haifa, no norte de Israel, alegando agir em defesa do povo libanês e em vingança por Khamenei. As forças israelenses confirmaram a interceptação de projéteis e lançaram contraofensivas em território libanês.
A tensão atingiu as monarquias do Golfo que abrigam bases militares americanas. No Bahrein, a queda de destroços de um míssil interceptado causou um incêndio na Cidade Industrial de Salman, resultando em um morto e dois feridos graves. No Kuwait, há relatos de fogo e fumaça no complexo da Embaixada dos EUA após ataques na segunda-feira (2). Já na Arábia Saudita, a gigante petrolífera Saudi Aramco suspendeu as operações em uma refinaria após um ataque de drone na região.
“A China condenou duramente a operação, classificando-a como uma violação da soberania iraniana e da Carta da ONU. Pequim confirmou a morte de um cidadão chinês em Teerã e a evacuação de 3.000 pessoas.”
Enquanto o cenário bélico se agrava, governos estrangeiros correm contra o tempo para retirar seus cidadãos. Cidadãos japoneses que estavam em Israel realizaram uma evacuação terrestre na segunda-feira (2), partindo de Tel Aviv rumo a Amã, na Jordânia, uma vez que o Aeroporto Ben Gurion permanece fechado desde sábado (28). O Reino Unido também relatou que sua base aérea em Chipre foi alvo de um “suspeito ataque de drone” no final do domingo (1), evidenciando que o raio de alcance das hostilidades já ultrapassa as fronteiras imediatas do Irã.
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