Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 20 de março de 2026. Associated Press (AP) – A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerraram sua reunião de cúpula em Washington nesta sexta-feira (20). Os líderes debateram temas críticos, com foco especial no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, no Oriente Médio, e na expansão dos investimentos japoneses em solo americano. Este foi o segundo encontro presencial entre os mandatários desde a reunião ocorrida em outubro passado, em Tóquio.
Durante o encontro, Takaichi enfatizou o desejo de uma discussão profunda sobre como a cooperação mútua pode tornar ambas as nações mais fortes e prósperas. Em resposta, Trump destacou a dependência energética nipônica, observando que o Japão recebe mais de 90% de seu petróleo através do Estreito de Hormuz, o que justificaria um maior engajamento na região, embora tenha sinalizado que o foco principal de sua agenda permanece no comércio bilateral.
“Transmiti claramente a visão do Japão, incluindo a necessidade de uma desescalada precoce da situação no Oriente Médio e a manutenção da segurança de navegação.”
Após a reunião, a primeira-ministra confirmou que o Japão e os Estados Unidos manterão uma comunicação estreita para garantir a estabilidade dos suprimentos de energia. Takaichi também esclareceu a Trump as limitações das ações que o Japão pode ou não tomar dentro do atual arcabouço legal japonês. Um dos pontos centrais do acordo firmado nesta sexta-feira (20) foi a cooperação para aumentar a produção de petróleo nos EUA, com planos específicos para impulsionar a extração no Alasca.
No campo econômico, as duas potências anunciaram uma segunda rodada de investimentos sob o acordo firmado no ano passado, que prevê a injeção de 550 bilhões de dólares do Japão na economia americana. Entre os projetos candidatos, que somam 73 bilhões de dólares, destacam-se a construção de pequenos reatores modulares no Tennessee e no Alabama, além de usinas de geração de energia a gás natural na Pensilvânia e no Texas.
O documento conjunto aponta que os novos investimentos ajudarão a garantir a segurança econômica estratégica para ambos os países.
Nesta sexta-feira (20), o tom oficial foi de otimismo quanto à parceria transpacífica. Fontes diplomáticas indicam que a colaboração em projetos de infraestrutura energética nos Estados Unidos não apenas fortalece a economia americana, mas também oferece ao Japão alternativas mais seguras para sua segurança energética a longo prazo. A cúpula reforça a aliança entre Washington e Tóquio em um momento de alta volatilidade geopolítica global.
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