Tóquio, Japão, 27 de março de 2026, NHK – A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, declarou que obteve a compreensão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a viabilidade do envio de embarcações japonesas ao Estreito de Ormuz. Em uma sessão plenária na Câmara Baixa nesta quinta-feira (26), Takaichi relatou detalhes de sua reunião de cúpula com o líder americano, realizada na semana passada, e respondeu a questionamentos de parlamentares sobre a cooperação militar bilateral.
Sobre o pedido de Washington para o envio de navios ao estreito, a premiê explicou ter detalhado as ações que o Japão pode ou não realizar dentro do atual arcabouço jurídico nacional. Segundo Takaichi, o presidente Trump ouviu as explicações com atenção, deixando a impressão de ter compreendido as limitações constitucionais e legais que regem as Forças de Autodefesa do Japão em águas internacionais.
“Expliquei detalhadamente as ações que o Japão pode e não pode realizar dentro do quadro da legislação japonesa; tive a impressão de que o presidente ouviu atentamente e compreendeu.”
A primeira-ministra, no entanto, recusou-se a detalhar os pormenores da conversa técnica com Trump, enfatizando que a confiança mútua é essencial para que ambos os líderes continuem mantendo comunicações francas. Takaichi ressaltou que ambos reafirmaram a cooperação em diversas áreas para elevar a aliança nipo-americana a novos patamares, classificando o encontro como um resultado notável para a diplomacia de Tóquio.
“Os líderes compartilham a visão de que a situação no Irã precisa de desescalada urgente para garantir a navegação segura e a estabilidade energética global.”
Em relação à segurança energética, Takaichi informou que o Ministério do Comércio e empresas privadas estão trabalhando em conjunto para diversificar as fontes de produtos petrolíferos. Entre os parceiros estratégicos citados para garantir o abastecimento estável estão os Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Canadá e Singapura, além de nações na Ásia Central e América do Sul. O objetivo é reduzir a dependência direta das rotas afetadas pelo conflito iraniano, assegurando a funcionalidade da economia japonesa.
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