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Suprema Corte do Japão nega recurso de agressor de Kishida

Decisão final confirma pena de 10 anos de prisão para Kimura Ryuji pelo ataque de 2023

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Tóquio, Japão, 31 de março de Março, Kyodo News – A Suprema Corte do Japão rejeitou o recurso apresentado pela defesa do réu acusado de realizar um atentado contra o então Primeiro-Ministro Kishida Fumio. Com a decisão proferida nesta terça-feira (31), a sentença de 10 anos de reclusão para Kimura Ryuji, atualmente com 27 anos, será oficialmente finalizada, encerrando um dos processos judiciais mais acompanhados do país nos últimos anos.

Kimura foi acusado de ferir duas pessoas ao arremessar um dispositivo explosivo de fabricação caseira nas proximidades de Kishida em abril de 2023. Na ocasião, o então premiê visitava um porto de pesca na cidade de Wakayama, no oeste do Japão, onde participava de um ato de campanha em apoio a um candidato local. O réu respondeu por cinco acusações graves, incluindo tentativa de homicídio e violações das leis que regulamentam o uso de explosivos.

“O direcionamento do ataque a um primeiro-ministro em exercício gerou um grave sentimento de ansiedade em toda a sociedade, ferindo não apenas indivíduos, mas a própria sensação de segurança democrática do país.”

Durante o processo, a defesa de Kimura sustentou que ele não previa que a explosão pudesse causar mortes ou ferimentos e que não possuía a intenção deliberada de matar. No entanto, em uma decisão proferida em fevereiro do ano passado, o Tribunal Distrital de Wakayama refutou essa tese, afirmando que o réu agiu com intenção assassina ao lançar o artefato ciente da letalidade potencial.

O caso seguiu para a segunda instância, onde o Tribunal de Alta Instância de Osaka também rejeitou as alegações da defesa, mantendo a punição rigorosa. O réu apelou então à instância máxima do Judiciário japonês, que agora selou o destino do caso ao validar as interpretações anteriores sobre a gravidade da conduta e o risco imposto à ordem pública.

“A confirmação da sentença pela Suprema Corte encerra um capítulo de instabilidade jurídica e reafirma o rigor das leis japonesas contra atos de violência política e uso de armamentos ilícitos.”

A finalização da pena de 10 anos é vista por especialistas como um marco na proteção de figuras públicas e na manutenção da paz social no Japão. Com o trânsito em julgado, Kimura Ryuji deverá iniciar o cumprimento integral da sentença em regime fechado, enquanto o governo japonês continua a revisar protocolos de segurança para autoridades em eventos públicos.

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