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Sobe a exportação de imãs de terras raras da China para o Japão

Volume cresce no primeiro bimestre apesar de novas restrições impostas por Pequim a empresas japonesas

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Pequim, China. 21 de março de 2026. Xinhua – As exportações de imãs de terras raras da China para o Japão registraram um aumento superior a 9% na comparação anual entre os meses de janeiro e fevereiro. No entanto, as perspectivas para o restante do ano permanecem incertas após a decisão de Pequim de endurecer as restrições de exportação para diversos itens destinados ao mercado japonês.

As autoridades alfandegárias chinesas divulgaram novos dados nesta sexta-feira (20), revelando que o volume total de imãs de terras raras enviados ao Japão no primeiro bimestre ultrapassou 443 toneladas. O desempenho mensal foi misto: enquanto janeiro apresentou uma queda de mais de 8% em relação ao ano anterior (e mais de 21% comparado ao mês anterior), fevereiro registrou uma forte recuperação, com alta superior a 36% na comparação anual.

“As exportações somaram mais de 443 toneladas no primeiro bimestre, mas o cenário futuro é nebuloso devido aos novos controles de Pequim.”

A China reforçou os controles de exportação para o Japão em itens que possuem aplicações duplas, tanto civis quanto militares, medida que entrou em vigor em janeiro (01). No mês passado, em fevereiro (02), o governo chinês anunciou o banimento da exportação desses materiais para 20 empresas e institutos de pesquisa japoneses específicos, elevando a tensão comercial entre as potências asiáticas.

Os imãs contendo minerais de terras raras são componentes fundamentais para uma vasta gama de produtos de alta tecnologia, sendo essenciais para a fabricação de motores de veículos elétricos e sistemas de energia renovável. A dependência japonesa do fornecimento chinês coloca a indústria de tecnologia de Tóquio em uma posição delicada diante das mudanças regulatórias.

O banimento chinês atinge diretamente 20 entidades japonesas e pode comprometer a produção de motores elétricos.

Neste sábado (21), analistas de mercado monitoram de perto como as empresas japonesas irão diversificar suas fontes de suprimento para mitigar os riscos das novas sanções. Embora os números iniciais de 2026 mostrem resiliência no volume comercializado, a aplicação rigorosa dos novos controles civis-militares sugere que o fluxo de materiais estratégicos pode sofrer interrupções significativas nos próximos meses, impactando a cadeia global de suprimentos tecnológicos.

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