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Protestos “No Kings” tomam os EUA contra ataques ao Irã

Manifestantes em todos os 50 estados criticam governo Trump e temem novo conflito prolongado

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 29 de março de 2026, Associated Press (AP) – Manifestações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorreram em todo o país, com milhares de pessoas expressando forte oposição aos ataques em curso contra o Irã. Os organizadores das demonstrações, denominadas ralis “No Kings” (Sem Reis), planejaram os atos em uma escala sem precedentes para este sábado (28), atingindo todos os 50 estados americanos em mais de 3.000 localidades distintas.

O dia marca exatamente um mês desde o lançamento das operações militares conjuntas entre Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. Na capital, Washington, manifestantes foram vistos portando cartazes que exigiam o fim imediato dos combates e criticavam a disparada nos preços do petróleo decorrente da instabilidade no Oriente Médio. Entre os presentes, o sentimento de desconfiança sobre as motivações reais do conflito era evidente.

“Embora o regime iraniano tenha um histórico de tirania, questiono se é correto nosso país atacar o Irã sem que ele represente uma ameaça iminente aos EUA. Parece um esforço para desviar a atenção de questões internas, como os arquivos de Jeffrey Epstein.”

Em Nova York, os manifestantes do movimento “No Kings” lotaram a região central de Manhattan. Uma das participantes descreveu a ofensiva como um “desperdício de impostos americanos” e lamentou que muitos cidadãos ainda não tenham dimensão das atrocidades que ocorrem no exterior. O temor de uma operação terrestre também foi um ponto central dos discursos, com jovens expressando preocupação de que este se torne mais um conflito longo, resultando apenas em dívidas e na morte de americanos e crianças no Oriente Médio.

Veteranos de guerra também marcaram presença, traçando paralelos históricos preocupantes. Um ex-combatente da Guerra do Vietnã observou que a resistência iraniana tem sido inesperadamente forte, frustrando a expectativa inicial do governo de encerrar a operação em poucos dias. Segundo ele, a situação atual assemelha-se aos erros estratégicos do passado, onde a promessa de uma vitória rápida se transformou em um impasse sangrento.

“Trump prometeu que não nos envolveria em novas guerras, mas agora está arrastando o país para todos esses conflitos. Isso é uma decepção e uma mentira para o público americano que clama por democracia.”

A mobilização estudantil também foi expressiva, com alunos de ensino médio questionando a transparência das decisões da Casa Branca. Enquanto o governo mantém que a operação visa desmantelar capacidades militares hostis, as ruas de cidades como Chicago, Los Angeles e Miami continuam a ecoar pedidos por diplomacia. O movimento promete manter as vigílias e protestos semanais até que haja um cronograma claro para a cessação das hostilidades e o retorno das tropas.

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