Pequim, China. 9 de março de 2026. Xinhua – O procurador-geral da Suprema Procuradoria do Povo da China, Ying Yong, informou nesta segunda-feira (9) que o número de pessoas processadas por corrupção no país atingiu a marca de 29 mil no último ano. O dado representa um aumento superior a 20% em comparação ao período anterior, evidenciando a intensificação das campanhas de combate a crimes financeiros e suborno sob a liderança do presidente Xi Jinping.
O balanço foi apresentado durante uma sessão plenária do Congresso Nacional do Povo, que contou com a presença de quase 3.000 delegados e da cúpula do governo. De acordo com o relatório, o crescimento exato de 20,5% nos processos reflete uma postura mais ativa das autoridades na fiscalização de desvios de conduta dentro do funcionalismo público e de setores estratégicos do país.
“Entre os processados, figuram 44 funcionários de alto escalão, incluindo um ex-ministro da Agricultura condenado à morte, com suspensão de pena, por aceitar propinas que somam cerca de 38,8 milhões de dólares.”
A ofensiva contra a corrupção não se limita apenas ao território nacional. Durante a sessão, foi apresentado um plano para futuras medidas legislativas que visam estabelecer normas rigorosas para enfrentar a corrupção transfronteiriça. O objetivo é fechar brechas legais que permitam a ocultação de ativos ou a prática de ilícitos envolvendo operações internacionais, um desafio crescente para a estabilidade econômica chinesa.
O governo chinês sinalizou que manterá o rigor nas investigações e ações disciplinares, atingindo figuras proeminentes tanto na administração civil quanto nas patentes militares.
Embora os números elevados indiquem a gravidade do problema, a liderança de Xi Jinping utiliza os dados para demonstrar transparência e controle sobre o sistema. Nesta segunda-feira (9), a mensagem enviada aos delegados foi clara: o combate à corrupção continua sendo uma prioridade absoluta para garantir a longevidade do partido e a confiança da população nas instituições. A nova legislação prevista deve dar ferramentas ainda mais potentes para que o Ministério Público atue de forma preventiva e punitiva nos próximos anos.
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