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Preços do petróleo seguem em alta após anúncio da AIE

Mesmo com liberação recorde de reservas, mercado reage com cautela frente a novos ataques em Ormuz

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Nova York, Nova York, Estados Unidos. 12 de março de 2026. Reuters – Os preços do petróleo bruto permanecem em patamares elevados nesta quinta-feira (12), mesmo após a decisão histórica da Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar um volume recorde de suas reservas estratégicas. A medida, que visava inicialmente acalmar os mercados e conter a inflação energética, não foi suficiente para dissipar as preocupações globais sobre a segurança das rotas de suprimento no Oriente Médio.

Na quarta-feira (11), em Nova York, os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) chegaram a cair brevemente para cerca de 82 dólares por barril logo após o anúncio da agência. Entretanto, o otimismo durou pouco. Os preços recuperaram força rapidamente, ultrapassando a marca de 88 dólares por barril, um valor aproximadamente 30% superior ao registrado antes do início das operações militares contra o Irã.

“A volatilidade atual reflete o medo real de interrupções físicas no fornecimento, superando o impacto psicológico da injeção de reservas estatais no mercado.”

A principal causa da resiliência dos preços está na insegurança marítima. Novos relatos de ataques a navios nas proximidades do Estreito de Ormuz mantêm os investidores em estado de alerta máximo. A possibilidade de um fechamento prolongado dessa via vital anula, na percepção dos traders, o esforço coordenado pela AIE para estabilizar a oferta mundial.

Fontes do mercado indicam que os operadores estão monitorando atentamente a resposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos desenvolvimentos recentes e à eficácia das forças navais na região.

Nesta quinta-feira (12), o cenário financeiro global aguarda novas diretrizes sobre a proteção dos petroleiros. Analistas acreditam que, enquanto a ameaça de minas e ataques diretos em Ormuz persistir, o preço do barril continuará pressionado para cima, forçando governos e indústrias a revisarem suas projeções de custos para o segundo trimestre do ano.

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