Seul, Gyeonggi, Coreia do Sul. 7 de março de 2026. Yonhap News – O agravamento dos conflitos no Oriente Médio está transformando o cenário global de suprimentos de energia, forçando nações asiáticas a uma corrida para garantir estoques de petróleo e estabilizar os preços dos combustíveis. A instabilidade logística e a ameaça de interrupções prolongadas acionaram protocolos de segurança nacional em diversas capitais da região.
A Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira (6) a conclusão de um acordo para obter mais de 6 milhões de barris de petróleo bruto de emergência dos Emirados Árabes Unidos. Segundo um alto funcionário do escritório presidencial em Seul, 4 milhões de barris serão transportados por dois navios-tanque sul-coreanos que utilizarão rotas alternativas, evitando o Estreito de Ormuz. Os outros 2 milhões de barris virão de uma reserva conjunta já armazenada em território sul-coreano.
“Nossos estoques atuais podem durar cerca de sete meses. Estes 6 milhões de barris adicionais são uma medida preventiva para a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento global.”
Em Mianmar, a junta militar anunciou restrições severas ao tráfego de veículos a partir de sábado (7). Veículos com placas terminadas em números pares e ímpares só poderão circular em dias alternados. A regulamentação abrange veículos particulares e comerciais, embora ônibus públicos, táxis, caminhões de combustível e veículos elétricos estejam isentos da medida.
A Tailândia, por sua vez, informou possuir reservas de petróleo para 95 dias. As autoridades locais solicitaram aos comerciantes de energia que busquem a compra de petróleo bruto fora do Oriente Médio para diversificar as fontes de risco.
O governo tailandês utilizará fundos estatais para manter os preços de varejo da gasolina e do diesel inalterados até 17 de março, proibindo reajustes em tarifas de transportes públicos e táxis.
As autoridades tailandesas alertaram que medidas legais serão tomadas contra qualquer tentativa de aumento abusivo de preços durante este período crítico. O movimento coordenado entre os países asiáticos reflete o temor de que a crise energética possa impactar o crescimento econômico e a estabilidade social em todo o continente.
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