Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 3 de março de 2026. Associated Press (AP) – A atual operação militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã tem como focos imediatos a decapitação da liderança do país e a destruição total de sua capacidade de realizar ataques de retaliação. Segundo análises de especialistas militares, o objetivo central da ofensiva é criar as condições necessárias para que a própria população iraniana se levante e derrube o regime teocrático, eliminando as capacidades de comando e controle do governo.
Mesmo com a confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, as incursões aéreas e de mísseis devem continuar com intensidade. A estrutura do governo iraniano foi desenhada para manter operações mesmo após a perda de suas figuras de topo, possuindo planos de sucessão que permitem a continuidade das atividades estatais e militares. Por essa razão, as forças americanas e israelenses entendem que é necessário perseguir as camadas subsequentes da hierarquia de poder.
“Parte da estratégia consiste em retirar a capacidade de comando e controle que o governo iraniano possui. O objetivo é estabelecer condições para que o povo possa derrubar o regime.”
Outro ponto crítico da missão é limitar o alcance de qualquer resposta militar por parte de Teerã. Washington está profundamente interessada em anular os lançadores de mísseis balísticos, as instalações de produção e os próprios projéteis antes que sejam disparados. No domingo (1), as ações já miravam esses ativos estratégicos para proteger bases aliadas e territórios vizinhos de possíveis contra-ataques.
A administração de Donald Trump busca realizar uma mudança de regime sem o compromisso de enviar grandes contingentes de tropas de combate terrestre, evitando os riscos extremos de uma invasão por terra.
A operação deve manter o foco em privar a liderança iraniana de sua influência remanescente e enfraquecer o país militarmente. A avaliação no Pentágono é de que a eficácia dos ataques aéreos e tecnológicos pode ser suficiente para desestabilizar a governabilidade sem a necessidade de soldados americanos em solo iraniano, uma tática que reflete a política externa atual da Casa Branca frente ao novo cenário de guerra no Oriente Médio.
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