Viena, Áustria. 2 de março de 2026. Reuters – Oito membros do grupo OPEP+ anunciaram que elevarão a produção de petróleo bruto a partir do próximo mês, em uma tentativa de mitigar as preocupações globais sobre a estabilidade do suprimento. A decisão ocorre em um momento de extrema tensão, após ataques militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã terem provocado uma escalada nos preços da commodity e incertezas logísticas nas principais rotas de transporte marítimo.
Em uma reunião virtual realizada neste domingo (1), os principais produtores, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, concordaram em aumentar a produção em 206 mil barris por dia em abril. Esse volume representa um acréscimo de quase 70 mil barris em relação ao último aumento registrado em dezembro (2025). A medida visa equilibrar o mercado, que reagiu com nervosismo aos últimos desdobramentos geopolíticos no Golfo Pérsico.
“Estamos monitorando de perto a situação no Oriente Médio. O compromisso da OPEP+ é garantir que o mercado permaneça bem abastecido, apesar das interrupções regionais que afetam corredores vitais.”
Na última sexta-feira (27), o temor de uma guerra ampla levou os contratos futuros do petróleo WTI, em Nova York, a atingirem a faixa superior dos 67 dólares por barril, o nível mais alto registrado desde agosto do ano passado. A pressão sobre os preços aumentou ainda mais após relatos de que o Estreito de Ormuz estaria praticamente fechado na noite de sábado (28), bloqueando a passagem de petroleiros por aquela que é considerada a rota de energia mais importante do mundo.
Especialistas e operadores de mercado especulam que, caso o fechamento de fato do estreito se prolongue, os preços do petróleo podem sofrer uma nova disparada, superando patamares históricos recentes.
O Estreito de Ormuz é o canal fundamental para o transporte de petróleo bruto das nações do Golfo para o restante do mundo. Com a hidrovia obstruída e o clima de hostilidade entre Teerã e potências ocidentais, a iniciativa da OPEP+ de injetar mais barris no sistema é vista como um movimento defensivo para evitar um choque inflacionário global. A situação permanece fluida, e o grupo não descarta novas reuniões extraordinárias caso a segurança de navegação na região não seja restabelecida nos próximos dias.
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