Genebra, Suíça. 13 de março de 2026. Reuters – Uma comissão de inquérito do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas concluiu que as autoridades russas realizaram deportações “generalizadas e sistemáticas” de crianças ucranianas. Segundo o relatório apresentado nesta quinta-feira (12), tais ações configuram “crimes contra a humanidade”. O governo da Ucrânia afirma que mais de 19 mil menores foram removidos à força do país, incluindo áreas ocupadas por Moscou, desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Durante uma sessão do conselho, a comissão detalhou que o estudo se baseou nos casos de 1.205 crianças deportadas ou transferidas. O dado mais alarmante revela que 80% desse grupo ainda não retornou para suas famílias ou para o território ucraniano. O relatório aponta ainda que muitos desses menores receberam cidadania russa e foram inseridos em bancos de dados para adoção.
“As autoridades russas descrevem os deslocamentos em larga escala como ‘evacuações’ justificadas pelos riscos do conflito armado, porém o direito internacional exige que tais medidas sejam temporárias.”
As conclusões dos investigadores indicam que as ações da Rússia equivalem ao crime de guerra de “atraso injustificável na repatriação de civis”. O documento reforça que a transferência forçada e a alteração do status civil das crianças violam normas fundamentais do direito humanitário internacional, dificultando o rastreamento e a futura reunião familiar.
A comissão destaca que o caráter sistemático das deportações sugere uma política de Estado deliberada para integrar menores ucranianos à sociedade russa.
Nesta sexta-feira (13), a comunidade internacional reage com indignação aos detalhes do relatório, aumentando a pressão por mecanismos que garantam o retorno imediato desses civis. O Conselho de Direitos Humanos deve votar, nos próximos dias, resoluções que busquem intensificar a fiscalização sobre as áreas ocupadas e cobrar de Moscou a lista completa de crianças transferidas, visando interromper o que especialistas classificam como uma das mais graves violações de direitos humanos do atual conflito.
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