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Nikkei 225 cai pelo quarto dia após pregão volátil

Índice japonês recua 13% em março em meio a incertezas sobre conflito no Irã

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Tóquio, Japão, 31 de março, Kyodo News – O principal índice da Bolsa de Valores de Tóquio registrou sua quarta queda consecutiva nesta terça-feira (31), após uma sessão marcada pela forte volatilidade. Os investidores demonstraram cautela diante da ausência de sinais claros de um desfecho para o conflito no Oriente Médio, o que tem gerado instabilidade nos mercados globais e pressionado os ativos de risco em solo japonês.

O índice Nikkei 225 recuou quase 1,6%, encerrando o dia aos 51.063 pontos. Desde a abertura do pregão, as ações apresentaram uma trajetória descendente acentuada. Houve uma breve tentativa de recuperação após relatos da mídia indicarem que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que a campanha militar contra o Irã dure entre quatro e seis semanas, mas o otimismo não foi suficiente para sustentar o índice no campo positivo até o fechamento.

“O mercado está operando sob uma névoa de incerteza. Embora as sinalizações políticas tentem estabelecer um prazo para o conflito, a volatilidade reflete o receio de que a crise energética se prolongue.”

O desempenho do Nikkei em março reflete o impacto direto da geopolítica na economia. O índice acumula uma queda de 13% no mês, um contraste severo com o recorde histórico de fechamento alcançado em 27 de fevereiro (27). O declínio acentuado começou justamente no dia seguinte ao recorde, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o Irã, desencadeando uma onda de liquidação de ativos.

Analistas financeiros observam que a barreira dos 50 mil pontos tornou-se um suporte psicológico importante para os operadores. A pressão sobre as empresas exportadoras japonesas, somada ao aumento nos custos de energia, tem dificultado uma retomada consistente, mantendo o mercado em estado de alerta máximo para os próximos desdobramentos na zona de conflito.

“A correção de 13% em apenas um mês apaga os ganhos do início do ano e coloca os investidores em uma posição defensiva, aguardando definições mais claras sobre o preço do petróleo e a logística global.”

Com o encerramento do ano fiscal, o foco agora se volta para as projeções das companhias japonesas para o próximo semestre. A expectativa é que a continuidade da volatilidade no Estreito de Ormuz continue a pautar as decisões na Bolsa de Tóquio, enquanto o governo busca medidas para estabilizar a confiança do mercado interno e proteger os investidores institucionais de maiores perdas.

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