Tóquio, Japão. 19 de março de 2026. NHK – Alguns navios petroleiros e outras embarcações de carga estão utilizando o Mar Vermelho como rota alternativa para evitar o Estreito de Ormuz, que enfrenta um bloqueio de fato devido ao conflito com o Irã. Dados de navegação compilados em Tóquio indicam que a mudança de curso tem se tornado mais frequente nas últimas duas semanas, especialmente para petroleiros de bandeira estrangeira.
Essas embarcações têm recebido petróleo bruto e outras cargas no porto de Yanbu, localizado na costa oeste da Arábia Saudita, seguindo então pelo Mar Vermelho. A manobra visa contornar a zona de maior tensão, embora a nova rota também apresente riscos significativos de segurança.
“As tarifas de frete marítimo dobraram ou triplicaram em relação aos níveis normais, levando proprietários de navios europeus e chineses a assumirem riscos em rotas alternativas.”
Diferente das empresas estrangeiras, as companhias de navegação japonesas têm evitado o uso do Mar Vermelho e do Golfo de Aden por preocupações de segurança. A associação de armadores do Japão tem orientado as empresas a evitarem essas águas devido ao risco de ataques do grupo antigovernamental Houthi, no Iêmen.
Em casos de emergência, o petróleo pode ser transferido de um petroleiro estrangeiro para um navio japonês em porto ou em alto-mar para chegar ao Japão.
Nesta quinta-feira (19), especialistas alertam que esse processo de transferência de carga e o uso de rotas mais longas podem impactar diretamente o suprimento e os preços do petróleo. O porto saudita de Yanbu tornou-se um ponto estratégico após o início das operações militares, mas a viabilidade da rota pelo Mar Vermelho depende da intensidade das ameaças na região. Armadores em todo o mundo seguem monitorando quais portos permanecem seguros para o carregamento, enquanto tentam equilibrar os custos exorbitantes do frete com a necessidade urgente de manter o fluxo de energia global.
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