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Nações do Golfo condenam ataques do Irã e pedem trégua

Conselho de Cooperação do Golfo classifica ofensivas de Teerã contra alvos civis e embaixadas como violação de soberania

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Riade, Arábia Saudita. 5 de março de 2026. Al Arabiya – Os países do Golfo Pérsico denunciaram formalmente Teerã por ataques realizados contra bases dos Estados Unidos e outras instalações na região, em represália às investidas navais e aéreas de norte-americanos e israelenses contra o território iraniano. Em uma reunião emergencial realizada via internet no domingo (1), os ministros das Relações Exteriores dos países membros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) condenaram veementemente as ações iranianas.

Durante o encontro, os ministros exigiram a interrupção imediata das ofensivas, ressaltando que as nações que compõem o bloco tomarão todas as medidas necessárias para garantir a integridade de suas soberanias, segurança e estabilidade interna.

“A Arábia Saudita condena os ataques contra a embaixada dos EUA em Riade e outros locais como atos covardes que não podem ser justificados sob qualquer pretexto. O Reino defenderá seu território e cidadãos, mantendo aberta a opção de contra-ataque.”

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita reforçou esse posicionamento em nota divulgada na terça-feira (3). Paralelamente, no Qatar, o primeiro-ministro Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, na quarta-feira (4). O líder catari classificou os disparos contra áreas civis, proximidades de aeroportos e instalações de gás natural como uma “violação flagrante” da soberania de seu país.

Nos Emirados Árabes Unidos (EAU), o governo relatou que o país já enfrentou mais de 1.000 ataques desde o início da escalada de tensões, conforme comunicado emitido na terça-feira (3). Os EAU enfatizaram que retêm o direito de autodefesa sob as normas do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que atua como mediador entre EUA e Irã, fez um apelo público na terça-feira (3) pelo retorno à diplomacia regional responsável, afirmando que existem saídas para o conflito que devem ser aproveitadas.

A situação no Golfo permanece em alerta máximo, com a infraestrutura de energia e centros diplomáticos sob vigilância constante. O temor é que a troca de agressões diretas entre Teerã e seus vizinhos transforme a operação militar contra o programa nuclear iraniano em uma guerra regional de larga escala, impactando o abastecimento global de energia.

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