Tóquio, Japão, 27 de março de 2026, NHK – Um oficial da Força de Autodefesa Terrestre do Japão (GSDF) foi preso sob a acusação de invadir o terreno da embaixada da China em Tóquio. Segundo fontes ligadas à investigação, o homem afirmou que sua intenção era se encontrar com o embaixador chinês para pedir moderação em relação a comentários rígidos feitos sobre o Japão. O suspeito, identificado como Murata Kodai, um segundo-tenente de 23 anos, foi detido na terça-feira (24) e encaminhado aos promotores nesta quinta-feira (26).
Murata admitiu as acusações e revelou à polícia que pretendia tirar a própria vida caso o embaixador não desse ouvidos à sua opinião. O militar teria deixado um acampamento da GSDF na província de Miyazaki, no sul do Japão, rumo à capital na segunda-feira (23), onde pernoitou em um internet café antes de realizar a invasão ao complexo diplomático localizado no bairro de Minato.
“O suspeito admitiu ter comprado uma lâmina em uma loja de descontos em Tóquio e declarou que pretendia cometer suicídio se não fosse ouvido.”
Embora o suspeito não estivesse portando armas no momento em que foi avistado pelos funcionários da embaixada, investigadores encontraram posteriormente o que parece ser uma faca de cozinha com uma lâmina de 18 centímetros escondida entre os arbustos do complexo. O oficial teria escalado um muro com arame farpado a partir de um edifício vizinho, conseguindo burlar a vigilância de 24 horas mantida pela polícia de choque ao redor da representação diplomática.
“A Agência Nacional de Polícia instruiu todos os departamentos do país a revisarem imediatamente a segurança em missões diplomáticas estrangeiras.”
Em resposta ao incidente, a Agência Nacional de Polícia determinou o reforço imediato das medidas de segurança em todas as instalações diplomáticas e edifícios relacionados no Japão. A vigilância já foi intensificada com o aumento do destacamento de oficiais nas ruas. O caso levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de locais estratégicos e sobre a conduta de membros das forças de segurança nacionais em questões políticas sensíveis envolvendo as relações bilaterais com Pequim.
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