Pyongyang, Coreia do Norte, 23 de março de 2026, Yonhap News – O regime totalitário da Coreia do Norte utilizou sua estrutura de fachada democrática para reconduzir Kim Jong-un ao cargo de presidente de assuntos de Estado. A decisão foi anunciada pela mídia estatal após uma sessão da Assembleia Popular Suprema realizada em Pyongyang no domingo (22), consolidando, mais uma vez, o poder inquestionável do herdeiro da dinastia Kim sobre o país isolado.
A sessão parlamentar, que funciona meramente como um órgão carimbador das vontades do ditador, foi marcada por uma profunda reformulação na estrutura de comando. Jo Yong-won, um dos assessores mais próximos e influentes de Kim, substituiu Choe Ryong-hae na presidência do comitê permanente da assembleia. Esta movimentação, somada à substituição de cerca de 40% dos membros do Gabinete, sinaliza um expurgo técnico e uma mudança geracional forçada para garantir lealdade absoluta após o congresso do Partido dos Trabalhadores ocorrido no mês passado.
“A recondução de Kim Jong-un não é um ato de escolha popular, mas um exercício de manutenção de uma das ditaduras mais herméticas e repressivas do mundo contemporâneo.”
Embora a pauta oficial inclua emendas constitucionais, planos de desenvolvimento econômico e o orçamento estatal, os detalhes permanecem sob sigilo rigoroso, uma marca característica da falta de transparência do regime. Observadores internacionais apontam que a verdadeira intenção desta sessão, que deve continuar nesta segunda-feira (23), é formalizar na Constituição a nova política externa agressiva, que passou a classificar a Coreia do Sul como um “Estado hostil”.
“A expectativa agora recai sobre um possível discurso de Kim, onde ele poderá utilizar a tribuna para lançar novas ameaças nucleares aos Estados Unidos e oficializar a ruptura definitiva com o Sul.”
Enquanto o ditador reforça sua imagem de líder supremo e reorganiza seus peões políticos para blindar o regime contra pressões externas, a população norte-coreana segue sob vigilância extrema e privações econômicas severas. A consolidação deste novo ciclo de poder em Pyongyang sugere que o país continuará priorizando o desenvolvimento bélico em detrimento do bem-estar de seus cidadãos, mantendo a península coreana sob constante tensão militar.
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