Tóquio, Japão. 20 de março de 2026. NHK – A população do Japão presta homenagens nesta sexta-feira (20) às vítimas do ataque com gás sarin no sistema de metrô de Tóquio, marcando o 31º aniversário do trágico incidente. Membros da seita Aum Shinrikyo liberaram o gás nervoso tóxico em vagões lotados durante o horário de pico em três linhas do centro da capital em 20 de março de 1995. O atentado resultou na morte de 14 pessoas e deixou cerca de 6.300 feridos.
Na estação de metrô de Kasumigaseki, funcionários observaram um momento de silêncio por volta das 8h00 desta sexta-feira (20), horário quase exato em que o ataque ocorreu há mais de três décadas. Familiares das vítimas, autoridades governamentais e cidadãos depositaram flores em um suporte montado na estação e realizaram orações em memória dos falecidos e em apoio aos sobreviventes que ainda carregam as sequelas do trauma.
“Sempre peço ao meu marido que descanse em paz, mas dói dizer a ele que as vítimas ainda sofrem devido aos grupos sucessores da seita.”
Entre os presentes estava Takahashi Shizue, de 79 anos, cujo marido era assistente do chefe da estação de Kasumigaseki e faleceu no incidente. Emocionada, ela relatou que sua dor é agravada pelo fato de grupos sucessores da Aum Shinrikyo ainda estarem ativos. Ela expressou o desejo de que a situação melhore rapidamente, refletindo sobre o próprio envelhecimento e a persistência das consequências do ataque na vida das famílias afetadas.
O antigo líder da Aum Shinrikyo, Asahara Shoko — cujo nome real era Matsumoto Chizuo — e outros 12 membros foram condenados à morte por uma série de crimes perpetrados pelo culto. As execuções ocorreram em 2018. Atualmente, três grupos sucessores da seita permanecem sob estrita vigilância das autoridades, conforme previsto por uma lei destinada a prevenir atos de assassinato em massa indiscriminado.
A Agência de Inteligência de Segurança Pública continua a realizar incursões em instalações de grupos sucessores da seita.
Nesta sexta-feira (20), a segurança no sistema de transporte de Tóquio permanece em alerta máximo, uma prática que se tornou padrão desde o atentado. O aniversário serve como um lembrete sombrio da vulnerabilidade urbana e da necessidade de vigilância constante contra o extremismo. Enquanto o país floresce com o início da primavera, o silêncio nas estações de metrô nesta manhã reforça o compromisso do Japão em nunca esquecer as vítimas de um dos capítulos mais obscuros de sua história moderna.
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