Tóquio, Japão, 24 de março de 2026, NHK – O Ministério da Defesa do Japão revelou planos para implantar, pela primeira vez, um sistema de mísseis terra-navio na Ilha Minamitorishima, localizada no Oceano Pacífico, já em junho deste ano. A iniciativa visa fortalecer a vigilância e a capacidade defensiva do arquipélago em um ponto extremamente remoto. O projeto inclui a construção de um estande de tiro na ilha para os mísseis Tipo-12 das Forças de Autodefesa Terrestre, com exercícios de disparo previstos para começar a partir do ano fiscal de 2027.
Os mísseis em questão possuem um alcance superior a 100 quilômetros. A implantação consistirá em um lançador, drones de médio porte utilizados para localizar alvos com precisão e um sistema avançado para coletar e analisar ondas de rádio emitidas por embarcações. Embora o equipamento de suporte e os lançadores sejam instalados, os projéteis reais não serão levados para a ilha de forma permanente neste primeiro momento. O objetivo inicial é confirmar se o sistema funcionaria normalmente nas condições específicas daquela localidade isolada.
“A ilha de Minamitorishima situa-se a cerca de 2.000 quilômetros a sudeste de Honshu, a ilha principal do Japão, sendo um ponto crucial para o monitoramento do Pacífico.”
Minamitorishima faz parte da cadeia de ilhas Ogasawara de Tóquio. Atualmente, o local não possui residentes civis, abrigando apenas pessoal da Força de Autodefesa Marítima e funcionários da Agência Meteorológica do Japão. A decisão de reforçar a segurança nesta região ocorre em um momento de crescente atividade naval estrangeira. No ano passado, em junho (2025), dois porta-aviões da Marinha chinesa navegaram simultaneamente para o Pacífico pela primeira vez, o que elevou o estado de alerta das autoridades japonesas.
“O reforço das defesas no lado do Pacífico é uma resposta direta à nova dinâmica de segurança e às movimentações de frotas navais na região.”
A implantação em Minamitorishima é vista como um passo significativo na estratégia de “defesa de ilhas distantes” do Japão. Ao integrar drones de monitoramento e análise de ondas de rádio, o sistema permite uma consciência situacional muito maior sobre o tráfego marítimo no leste do país. Com os primeiros testes operacionais agendados para os próximos meses, o Ministério da Defesa busca garantir que a infraestrutura tecnológica esteja pronta para dissuadir qualquer incursão não autorizada em águas territoriais japonesas.
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