Tóquio, Japão. 12 de março de 2026. Kyodo News – O governo do Japão decidiu iniciar a liberação das reservas estratégicas de petróleo do país, alertando que as importações de óleo bruto podem sofrer uma queda significativa a partir do final de março (31) devido ao conflito envolvendo o Irã. A medida foi anunciada oficialmente pela Primeira-ministra Takaichi Sanae, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e às incertezas sobre a estabilidade do suprimento diante do bloqueio de fato do Estreito de Ormuz.
O plano de contingência estabelece que, inicialmente, serão liberados estoques equivalentes a 15 dias mantidos por empresas petrolíferas privadas. Na sequência, o governo autorizará o uso de reservas estatais correspondentes a um mês de consumo. No total, a operação deve atingir a marca recorde de aproximadamente 80 milhões de barris, com o início das liberações agendado para a próxima segunda-feira (16).
“Estamos agindo para garantir que a economia nacional não seja paralisada pela volatilidade externa. Nossa prioridade é a manutenção de um suprimento estável e a proteção do poder de compra dos cidadãos.”
Além da injeção de óleo no mercado, a administração Takaichi detalhou medidas para conter o preço do varejo da gasolina em cerca de 170 ienes (aproximadamente 1,07 dólar) por litro. O programa de subsídios será aplicado às remessas a partir de quinta-feira (19), com o governo repassando valores diretamente aos distribuidores atacadistas para cobrir o excedente da meta estabelecida. Estima-se que os consumidores percebam o alívio nos preços nas bombas em um prazo de uma a duas semanas.
O pacote de auxílio não se limita à gasolina; o governo confirmou que os mesmos subsídios serão estendidos ao óleo diesel, óleo combustível pesado e querosene, essencial para o aquecimento doméstico.
Nesta quinta-feira (12), representantes do Ministério da Indústria pediram calma à população, orientando os motoristas a manterem seus hábitos normais de abastecimento para evitar corridas desnecessárias aos postos. Kito Shunichi, presidente da Associação do Petróleo do Japão, declarou que a indústria apoia a decisão governamental e colaborará integralmente com as medidas, enquanto reforça o apelo internacional para que a navegação segura no Estreito de Ormuz seja restabelecida o mais breve possível.
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