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Japão exige sistemas contra drones em usinas nucleares

Autoridade de Regulação Nuclear torna obrigatória a detecção de aeronaves remotas para prevenir terrorismo

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Tóquio, Japão. 19 de março de 2026. NHK – A Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) do Japão anunciou que as usinas nucleares do país serão obrigadas a instalar sistemas de detecção de drones como parte das medidas essenciais de combate ao terrorismo. A decisão de revisar os regulamentos vigentes foi tomada durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (18), refletindo a crescente preocupação com a vulnerabilidade do espaço aéreo sobre instalações críticas.

A nova obrigatoriedade abrangerá operadoras de 22 instalações, incluindo usinas de energia nuclear e reatores de pesquisa em todo o arquipélago. A medida surge em um momento em que os sistemas de vigilância atuais demonstram lacunas contra o uso de pequenas aeronaves não tripuladas. No ano passado, luzes suspeitas foram avistadas no céu ao redor da usina nuclear de Genkai, na província de Saga, levantando o alerta de que poderiam ser drones, embora não houvesse imagens gravadas para confirmação.

“Drones são fáceis de obter e sua velocidade e tamanho melhoraram significativamente, exigindo proteções mais eficazes para materiais nucleares.”

Paralelamente à decisão do regulador, a Agência Nacional de Polícia do Japão também busca revisar a legislação para expandir as zonas de proibição de voo para drones sobre locais estratégicos. O objetivo é criar um perímetro de segurança mais robusto que impeça a aproximação de dispositivos que possam ser usados para espionagem ou ataques direcionados.

O presidente da NRA, Yamanaka Shinsuke, reiterou nesta quarta-feira (18) que a evolução tecnológica dos drones tornou a vigilância visual humana insuficiente. A implementação de radares e sensores de detecção automática visa garantir que qualquer incursão seja identificada e neutralizada em tempo real, evitando riscos de vazamentos ou danos estruturais provocados por interferências externas.

A medida é vista como um passo vital para modernizar a infraestrutura de defesa civil do Japão diante das novas ameaças aéreas.

Nesta quinta-feira (19), as operadoras de energia começam a avaliar os custos e as tecnologias disponíveis para cumprir as novas exigências técnicas. A expectativa é que os sistemas de detecção sejam integrados aos centros de comando das usinas o mais breve possível. O governo japonês enfatiza que a segurança nuclear é uma prioridade absoluta e que a adaptação às novas tecnologias, tanto ofensivas quanto defensivas, é fundamental para a estabilidade energética e a proteção da população.

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