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Japão enfrenta impasse na remoção de detritos nucleares da usina de Fukushima

Quinze anos após o desastre, apenas uma fração mínima de combustível fundido foi recuperada na usina japonesa

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Okuma, Fukushima, Japão. 11 de março de 2026. NHK – Quinze anos após o devastador terremoto e tsunami que atingiram o nordeste do Japão, o país ainda enfrenta sérias dificuldades para remover os detritos de combustível fundido na usina nuclear de Fukushima Daiichi. O desastre de 11 de março (11) de 2011 provocou um dos acidentes nucleares mais graves do mundo, resultando em um triplo derretimento nos reatores 1, 2 e 3 após a perda total de energia e falha nos sistemas de resfriamento.

Explosões de hidrogênio também atingiram os edifícios dos reatores 1, 3 e 4, liberando grandes quantidades de substâncias radioativas no ambiente. Estima-se que um total de 880 toneladas de detritos de combustível — uma mistura de combustível fundido com componentes estruturais — permaneça no interior das unidades afetadas, representando o maior desafio técnico do processo de desativação.

“O progresso na extração de detritos tem sido simbólico. Em operações de teste realizadas em 2024 e 2025 no reator 2, a TEPCO recuperou apenas 0,9 gramas, o que representa cerca de um bilionésimo do total estimado.”

No cronograma original de desativação divulgado em 2011, o governo japonês e a operadora Tokyo Electric Power Company (TEPCO) planejavam iniciar a remoção em 2021 e concluir todo o trabalho até 2036. No entanto, a realidade técnica impôs sucessivos adiamentos. A operadora agora prevê que o início da remoção em larga escala na unidade 3 ocorra apenas a partir do ano fiscal de 2037, superando a meta inicial de finalização de todo o projeto.

Atualmente, não existe uma data específica definida para a conclusão da retirada dos detritos, tornando incerto o cumprimento da meta final de desativação completa da usina até 2051.

Nesta quarta-feira (11), a complexidade da missão em Fukushima reafirma-se como um desafio sem precedentes na engenharia moderna. Enquanto o Japão relembra as vítimas da catástrofe de 15 anos atrás, a gestão dos restos radioativos permanece como uma sombra sobre a reconstrução da região. Especialistas apontam que a necessidade de desenvolver robôs capazes de suportar níveis extremos de radiação é o principal gargalo que impede o avanço célere das operações de limpeza no local.

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