Tóquio, Japão. 20 de março de 2026. Kyodo News – O Japão e cinco nações europeias condenaram “nos termos mais fortes” o fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã, bem como os ataques realizados contra países vizinhos. Em uma declaração conjunta divulgada nesta quinta-feira (19), o grupo expressou profunda preocupação com a escalada das tensões militares que ameaçam a estabilidade de uma das rotas comerciais mais vitais do mundo.
O documento, assinado pelo Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Países Baixos, afirma que as ações iranianas representam uma afronta direta à segurança global. Segundo o comunicado, a interferência na navegação internacional e a interrupção das cadeias de suprimento de energia constituem uma ameaça severa à paz e à segurança internacional, exigindo uma resposta coordenada da comunidade global.
“A interferência na navegação e a ruptura das cadeias globais de energia são ameaças à paz. Pedimos uma moratória imediata nos ataques.”
As seis nações signatárias exigiram a interrupção imediata e abrangente de qualquer ofensiva contra infraestruturas civis. Além do apelo diplomático, os países manifestaram prontidão para contribuir com esforços apropriados que garantam a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, sinalizando uma possível cooperação em patrulhas ou escoltas marítimas na região do Golfo.
A crise tem gerado volatilidade nos preços do petróleo, impactando economias dependentes de importação, como a japonesa. Diante desse cenário, o grupo comprometeu-se a adotar medidas para estabilizar os mercados de energia, o que inclui o diálogo direto com nações produtoras de petróleo para buscar um aumento na produção e compensar as perdas causadas pelo bloqueio.
Os países afirmaram estar prontos para assegurar a passagem segura pelo Estreito e trabalhar com produtores para elevar a oferta.
Nesta sexta-feira (20), as atenções diplomáticas se voltam para a resposta de Teerã e para o desenrolar das negociações com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O Japão, em particular, reforçou sua posição de mediador, mas manteve a firmeza ao lado dos aliados europeus contra qualquer ato que coloque em risco a economia mundial. A declaração conjunta é vista como um marco de unidade ocidental e asiática frente à crise, buscando evitar que o conflito se transforme em um colapso energético de proporções globais.
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