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Irmã do ditador norte-coreano condena exercícios militares aliados

Kim Yo Jong classifica treinos de defesa como ensaio de guerra e faz ameaças veladas a Seul e Washington

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Seul, Coreia do Sul. 10 de março de 2026. Yonhap News – A máquina de propaganda da ditadura da Coreia do Norte voltou a elevar o tom de agressividade nesta terça-feira (10). Kim Yo Jong, a influente irmã do ditador Kim Jong Un, emitiu um comunicado oficial atacando duramente os exercícios militares conjuntos realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul. As manobras, batizadas de “Freedom Shield”, tiveram início na segunda-feira (9) e visam preparar as forças aliadas para eventuais emergências na Península Coreana.

Apesar do caráter defensivo e regular dos treinamentos, que incluem sessões de campo previstas até o dia 19 de março, o regime de Pyongyang mantém sua postura de confronto. Em declaração divulgada pela mídia estatal, Kim Yo Jong descreveu os exercícios como um “ensaio para uma guerra provocativa e agressiva”, ignorando os esforços diplomáticos recentes para estabilizar a região.

“As manobras poderiam levar a consequências inimagináveis e terríveis, afirmou Kim Yo Jong, mantendo a retórica de ameaça que caracteriza a comunicação da dinastia Kim com o mundo exterior.”

Chama a atenção o fato de que, sob a gestão do presidente sul-coreano Lee Jae Myung, o número de sessões de campo foi reduzido para menos da metade em comparação ao ano anterior, em uma clara tentativa de sinalizar abertura para o diálogo. Contudo, a ditadura norte-coreana desconsiderou os ajustes, alegando que as mudanças não alteram a “natureza de confronto” do que chamam de exercício de guerra.

Especialistas apontam que as críticas recorrentes de Pyongyang servem como cortina de fumaça para justificar seu próprio desenvolvimento bélico e manter o controle rígido sobre a população sob uma ótica de ameaça externa constante.

Enquanto o regime comunista mantém seus protestos veementes, as tropas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul permanecem em estado de vigilância máxima. O monitoramento da fronteira foi intensificado nesta terça-feira (10) para evitar que a retórica agressiva da irmã do ditador se transforme em provocações militares concretas, garantindo que o cronograma do “Freedom Shield” siga conforme o planejado para a segurança de Seul.

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