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Iranianos tomam as ruas para celebrar a morte de Khamenei

Manifestações populares desafiam a Guarda Revolucionária após queda do Líder Supremo em ataque coordenado dos EUA e Israel

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Teerã, Teerã, Irã. 1 de março de 2026. IRNA – As ruas das principais metrópoles do Irã foram tomadas por uma onda de manifestações populares sem precedentes neste domingo (1). Após a confirmação oficial da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel, o clima de tensão deu lugar a explosões de celebração e atos de desafio contra o sistema teocrático que governa o país desde 1979.

Em Teerã, milhares de pessoas ignoraram o estado de emergência e os alertas do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). Vídeos que circulam em redes sociais mostram manifestantes removendo retratos oficiais de Khamenei de repartições públicas e ateando fogo a símbolos do regime. O movimento, que começou de forma silenciosa nas primeiras horas da madrugada, ganhou corpo e transformou-se em um clamor aberto por reformas democráticas e liberdade civil.

“O que estamos vendo hoje não é apenas um protesto, mas o desabafo de gerações que viveram sob uma sombra de repressão. A queda do líder máximo removeu o principal pilar do medo.”

A reação das forças de segurança tem sido intermitente. Enquanto algumas unidades da polícia local foram vistas recuando diante da massa humana, o IRGC mantém uma postura agressiva em pontos estratégicos, como a Praça Azadi. Relatos de confrontos diretos indicam que o povo está utilizando barricadas improvisadas para impedir o avanço de veículos militares. Em províncias periféricas, como o Curdistão iraniano, as comemorações assumiram um tom de revolta política, com o fechamento de estradas e a ocupação simbólica de prédios do governo.

“Nas janelas das casas, ouvem-se cânticos que não eram entoados há décadas. A sensação de que o futuro do país voltou às mãos do povo é o que move essas manifestações.”

O mundo livre observa as imagens com entusiasmo, interpretando os atos como um sinal de que a infraestrutura ideológica do regime está colapsando junto com sua liderança. No entanto, o risco de uma guerra civil ou de uma repressão ainda mais sangrenta permanece elevado, dado que a cúpula sobrevivente da Guarda Revolucionária prometeu manter a ordem a qualquer custo. O acesso à internet continua instável em várias regiões, dificultando a medição precisa da escala total da insurreição, mas a força das ruas sugere que o Irã entrou em um caminho sem volta.

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