Doha, Ad Dawhah, Catar. 19 de março de 2026. Al Jazeera – A gigante estatal de energia do Catar informou que diversas de suas instalações de Gás Natural Liquefeito (GNL), localizadas na Cidade Industrial de Ras Laffan, no Golfo Pérsico, foram alvo de novos ataques de mísseis nas primeiras horas desta quinta-feira (19). O complexo, que abriga uma das maiores infraestruturas energéticas do planeta, enfrentou uma nova onda de ofensivas após incidentes similares registrados no dia anterior.
De acordo com comunicados oficiais emitidos pela QatarEnergy, os impactos dos projéteis provocaram incêndios de grandes proporções e danos estruturais adicionais e extensos às unidades de processamento. Apesar da gravidade das explosões e da destruição material, não houve registro de feridos entre os trabalhadores do complexo até o momento. Este novo episódio segue uma investida ocorrida na quarta-feira (18), que já havia comprometido seriamente uma unidade de produção de combustível líquido a partir de gás.
“Os ataques de mísseis causaram incêndios consideráveis e danos suplementares extensos em Ras Laffan.”
O Ministério da Defesa do Catar confirmou nesta quinta-feira (19) que o país foi alvo de mísseis balísticos disparados a partir do Irã, tendo como alvo específico a zona industrial estratégica. O órgão de defesa relembrou que, na quarta-feira (18), as forças armadas catarianas haviam conseguido interceptar com sucesso dois mísseis balísticos iranianos que miravam a mesma região, evidenciando uma escalada nas tentativas de interrupção da produção energética nacional.
Paralelamente, o Ministério do Interior do Catar comunicou que as equipes de emergência trabalharam intensamente para controlar a situação em solo. Foi confirmado que três focos de incêndio distintos, iniciados após os impactos em Ras Laffan, foram totalmente contidos pelas brigadas de bombeiros ainda nesta quinta-feira (19).
O Ministério do Interior confirmou que todos os três incêndios em Ras Laffan foram totalmente contidos nesta quinta-feira.
A sequência de ataques gera um estado de alerta máximo nos mercados globais de energia, dada a posição central do Catar como um dos principais fornecedores mundiais de gás. As autoridades militares e civis permanecem monitorando o espaço aéreo e avaliando a extensão total dos prejuízos para determinar o impacto na capacidade de exportação do país. O governo do Catar reiterou que medidas de defesa estão sendo reforçadas para proteger os ativos nacionais e garantir a segurança operacional das usinas remanescentes diante da contínua ameaça externa.
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